Médico responde fake news sobre Coronavac com palavrão e repercute nas redes

Maurício Lacerda Nogueira rebateu a afirmação de um internauta sobre a morte de duas pessoas após receberem doses da vacina

atualizado 27/01/2021 10:02

Reprodução/Facebook

O médico e professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Funfarme) Maurício Lacerda Nogueira chamou atenção após rebater uma fake news com um palavrão.

Ele disse que ficou indignado com o comentário de um internauta afirmando que duas pessoas morreram depois de receber a primeira dose da Coronavac.

A maneira como Maurício respondeu ao comentário gerou memes e ganhou a internet. “Teu cu” foi a resposta direta que o professor, responsável por coordenar a terceira fase dos testes clínicos da vacina em Rio Preto, encontrou para rebater a mentira.

Perdi a paciência. Chega uma hora que você cansa de discutir. De forma nenhuma achava que isso repercutiria. Pensei que o assunto estivesse encerrado, mas não controlamos as redes sociais. As coisas saem do seu domínio”, afirmou o médico ao portal G1.

Um perfil humorístico chegou a postar uma imagem em que aparece a resposta do profissional ao lado do currículo extenso de Maurício.

Aquele comentário é uma frustração do que está acontecendo há anos. O Umberto Eco escreveu que a internet deu voz aos idiotas. As pessoas têm utilizado a internet com uma voracidade impressionante”, destacou Nogueira.

Ele tem graduação em medicina, mestrado e doutorado em ciências biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Maurício também tem pós-doutorado no National Institute of Allergy and Infectious Diseases (2000 a 2004) e obteve o título de Livre Docente em Virologia.

“Vivemos a pandemia do coronavírus e a da fake news. O problema da fake news no Brasil é que ela é amplificada pelo presidente da República. É a fake news da cloroquina, da ivermectina e da vacina. Isso é muito difícil para as pessoas que querem trabalhar de forma séria”, afirma.

Coronavac

A Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceira com o Instituto Butantan, foi a primeira vacina aplicada no Brasil. Ela obteve autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial no dia 17 de janeiro.

“Não quis defender a Coronavac, embora o assunto fosse esse. Quis defender o método científico e a ciência como mola propulsora da sociedade. Isso nos tirou da idade média. Nós vamos voltar para a idade média?”, questionou.

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