SP: estudantes dizem que foram retiradas de aula por usarem cropped

Segundo denúncia, escola argumentou que não se responsabilizaria em casos de assédio contra alunas vestidas de maneira “inapropriada”

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1 de 1 Em foto preto e branco, alunas de uma escola posam para foto, a maioria usando cropped. O rosto delas está borrado - Metrópoles - Foto: Reprodução/Facebook

São Paulo – Estudantes de uma escola estadual de São Paulo alegam que foram retiradas de sala por estarem usando regatas, cropped e calças rasgadas no dia 9 de março. A denúncia foi feita em uma página no Facebook.

De acordo com o relato das alunas, funcionárias da Escola Estadual Parque Anhanguera, na Zona Norte de São Paulo, circularam por cada sala e pediram que alunas se levantassem. Nos casos em que as funcionárias avaliaram que a roupa era “inapropriada”, as estudantes foram retiradas da aula e enviadas para a secretaria.

Até alunas com moletons e casacos foram obrigadas a mostrar qual roupa vestiam por baixo, de acordo com a denúncia.

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Na secretaria, as estudantes foram informadas que, ao vestirem roupas “inapropriadas”, a escola não poderia se responsabilizar em casos de assédio contra elas.

“Fomos notificadas de que a escola não poderia se responsabilizar por queixas de casos de possível assédio cometidos pelos alunos homens, por conta da forma como as meninas estavam vestidas”, relataram as alunas.

“Também fomos informadas que poderíamos ser impedidas de entrar na escola (o que vai contra o regimento escolar EPA do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Educação) a depender da nossa vestimenta e que poderíamos ter nossos responsáveis convocados”, acrescentou o relato das estudantes.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo informou que o episódio vai ser averiguado e que todos os funcionários serão orientados novamente.

 

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