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Um dos sócios do restaurante Coco Bambu deu uma lição de moral com muita classe e poesia a um cliente preconceituoso. Em uma avaliação postada no site TripAdvisor, o usuário, identificado como Mohseen H, escreveu no título do texto: “Só pode ser nordestino”. Logo em seguida, fez uma série de críticas ao atendimento e à comida.

Como a plataforma permite que os proprietários respondam aos comentários, Thales Osterne, um dos sócios da unidade de Campinas, pediu desculpas pelo ocorrido e aproveitou para mostrar que o preconceito não tem vez.

“Ficamos tristes que sua experiência em nosso restaurante não tenha sido boa. O senhor tem todo o direito de reclamar caso acredite que os alimentos não são frescos (apesar de recebermos diariamente), também pode reclamar da demora do prato. Peço desculpas em nome da equipe pelas falhas.

Para o preconceito (Crime federal segundo a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989), deixo um poema:

‘Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome, pergunto o que há?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará.’
Patativa do Assaré”

O cliente não respondeu à argumentação de Thales. “Nós temos que ter muito orgulho de onde viemos, o povo nordestino é extremamente trabalhador. Atualmente empregamos 180 pessoas no restaurante em Campinas, tanto nordestinos como pessoas da região. Trabalhamos para que a cidade cresça e prospere, não deve ter espaço para preconceito”, afirmou o empresário para o Diário do Nordeste.

 

 

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