“Só pensei em proteger minha filha”, diz mulher que teve casa invadida

Ângela Gonçalves foi surpreendida por um desconhecido na própria residência enquanto gravava um vídeo dançando

atualizado 24/02/2021 18:25

Reprodução

Um vídeo em que uma mulher é surpreendida por um desconhecido na própria casa enquanto gravava um vídeo dançando viralizou na última semana. O caso ocorreu em Paranaguá (PR) e, no momento da invasão, Ângela Gonçalves, de 39 anos, conseguiu reagir e expulsar o homem do local com pontapés e socos.

Em decorrência de, na hora do ocorrido, Ângela estar gravando com o telefone celular, as imagens foram utilizadas como prova contra o suposto assediador. O homem, que está sendo investigado, responderá por atentado ao pudor.

Veja o vídeo:

“No primeiro instante ele veio na minha direção, sorriu para mim. Pensei que se tratava de um conhecido. Mas na hora em que percebi que ele estava vindo me abraçar, avançando, sentei a mão nele sem querer saber. Não dei liberdade para ninguém entrar na minha casa”, declarou Ângela ao Universa.

Depois, a mulher comentou ainda que reagiu, primeiramente, como forma de proteger a filha, de 11 anos. “Nem eu sei explicar a minha reação, a ausência do medo. Foi uma defesa de quem é mãe, de quem sabia que tinha uma filha na cozinha e não poderia deixar nada de ruim acontecer com ela. Acho que até se ele estivesse armado eu teria reagido”, relembra.

Ângela contou, além disso, que na hora do ocorrido, o marido estava trabalhando em uma loja de autopeças da região. No entanto, ela explica que imediatamente ligou para ele para pedir ajuda. “Ele veio para cá e rodou pelo bairro de moto, tentando localizar o homem. Mas como ele desapareceu, meu marido voltou para casa, me fez um café e conseguiu me acalmar”, disse.

Segundo Ângela, ela não teria conseguido encontrar nenhuma categoria no site da Polícia Civil que se enquadrasse com o ocorrido. No dia seguinte, ela teria trabalhado até o fechamento da unidade policial. Portanto, só conseguiu solicitar a abertura de uma investigação dois dias após a situação.

“Ainda estou assustada. É uma cidade pacata e nunca soubemos de um caso parecido. No entanto, agora, já estamos nos organizando para trocar o portão por um eletrônico e pensando na instalação de câmeras para aumentar a segurança. São coisas que nem temos condições financeiras de fazer agora, mas precisamos”, comentou Ângela.

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