Site retira do ar anúncio de emprego que exigia vacinação da Pfizer

O anúncio procurava governanta para trabalhar na cidade de Campinas; a página Trabalha Brasil afirma que bloqueou o usuário

atualizado 23/06/2021 9:11

vacina pfizer começa a vacinar os americanos na segunda dia 14Nicolas Economou/NurPhoto via Getty Images

São Paulo – O site de empregos Trabalha Brasil removeu nessa terça-feira (22/6) a vaga para governanta que exigia de candidatas imunizadas  contra a Covid-19 com a vacina da Pfizer.

O anúncio oferecia trabalho em uma residência familiar de Campinas, no interior de São Paulo, com salário mensal de R$ 1.600. A descrição do recrutador coloca no pacote de requisitos  “organização”, “cuidadosa” e “bagagem cultural”, além da vacinação com o fármaco da empresa estadunidense.

A “empresa” contratante seria a Ana Clara Residências, mas essa era a única informação disponível no site. De acordo com a vaga, a pessoa contratada cuidaria da alimentação diurna e organizaria atividades diárias, como lazer e estudos, de duas crianças cujas idades não foram reveladas.

A funcionária da casa também faria a limpeza da casa nos dias em que a diarista não estivesse disponível. “Nada complicado”, enfatiza a descrição. Dessa maneira, governanta trabalharia de segunda à sexta, das 7h45 às 15h, e meio período aos sábados, com direito a uma folga mensal.

Em nota, o site Trabalha Brasil informou que bloqueou o usuário e o anúncio da página. “O portal se coloca a inteira [sic] disposição das autoridades públicas para prestar os esclarecimentos e informações necessárias para que, se for o caso, seja apurada a responsabilização do usuário que divulgou a vaga com as informações de cunho discriminatório”.

Vaga exige imunização contra a Covid-19 com a vacina da Pfizer

 

O Brasil utiliza as vacinas Coronavac, AstraZeneca e a já mencionada Pfizer, rejeitada inicialmente pelo governo Bolsonaro. Na terça chegaram 1,5 milhão de doses da Janssen, de aplicação única.

Os imunizantes têm taxa de eficácia diferentes: a Coronavac tem 50,38%;  a da AstraZeneca, 70%; a Pfizer; 95%; e a Janssen, 66%.

De acordo com especialistas, cada vacina possui uma metodologia própria e não pode ter as taxas de eficácia comparadas.

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