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A Polícia Civil vai indiciar nesta sexta-feira (13/4) o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulo Caires, conhecido como Paulão. Ele é o terceiro indiciado pela agressão, ocorrida na quinta-feira passada (5/4) em frente ao Instituto Lula, ao administrador de empresas Carlos Alberto Bettoni, de 56 anos, que está internado com traumatismo craniano.

O ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o Maninho do PT, e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, já foram indiciados no caso. Maninho e o filho foram filmados por reportagem da TV Globo empurrando Bettoni várias vezes, até o empresário cair na rua e bater com a cabeça no para-choque de um caminhão, em frente ao Instituto Lula.

Na ocasião, Bettoni discutiu com apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por causa do pedido de prisão do petista. Maninho foi quem deu o último empurrão em Bettoni, antes do choque com o caminhão que passava na rua. “As filmagens falam por si”, disse o delegado responsável pelo caso, Wilson Zampieri. Paulão aparece no vídeo chutando a vítima.

Os indiciados vão responder por lesão corporal dolosa grave, que pode resultar em pena de um a cinco anos de prisão. O delegado afirmou que o caso deve ser concluído nesta sexta, com o depoimento de Paulão. “A dinâmica e os atores nós já temos. Depois do indiciamento, está fechado”, explicou. A previsão da delegacia é de que o inquérito esteja nas mãos da Justiça até a próxima terça-feira (17).

Defesas
A assessoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC não respondeu aos contatos da reportagem – que também tentou ligar para o celular de Maninho. O aparelho permaneceu desligado. Na ocasião do indiciamento, a defesa de Maninho e de seu filho Leandro lamentou o episódio no Instituto Lula e disse ter se tratado de uma “fatalidade”.

 

 

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