Silvinei usou estrutura da PRF contra eleitores de Lula em 2022

Ex-diretor da PRF foi condenado pelo TRF-2 a pagar multa de cerca de R$ 546 mil por uso político do órgão para ajudar Bolsonaro nas eleições

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida, Silvinei e Bolsonaro- Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes

Preso nesta sexta-feira (26/12), no Paraguai, ao tentar fugir do Brasil, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques utilizou a estrutura do órgão para interferir no andamento das eleições presidenciais de 2022.

A conclusão consta de investigações que apontam o direcionamento de operações da PRF no dia do segundo turno, com o objetivo de dificultar o deslocamento de eleitores, sobretudo em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha vantagem nas pesquisas, como o Nordeste.

Condenado a 24 anos e 6 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por integrar a trama golpista, Silvinei teria rompido a tornozeleira eletrônica e tentado deixar o Brasil pelo Paraguai. Como o aparelho de monitoramento foi danificado, as autoridades brasileiras lançaram alguns alertas. Quando Silvinei chegou em território paraguaio, a polícia local o prendeu.

De acordo com os autos, houve reforço atípico de fiscalizações em rodovias federais, com bloqueios e abordagens concentradas em determinados estados, especialmente no Nordeste. As ações teriam ocorrido sem justificativa técnica consistente e em desacordo com orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado que operações de segurança não poderiam interferir no direito ao voto.

Sobre o caso

Silvinei Vasques foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) a pagar multa de cerca de R$ 546 mil por uso político da PRF em favor de Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022, por desvio de finalidade e violação ao princípio da impessoalidade

Mensagens e depoimentos reunidos na investigação indicam que Silvinei teria orientado subordinados a intensificar as ações, usando a máquina pública para fins políticos. À época, o então diretor da PRF declarou apoio público ao então presidente Jair Bolsonaro, o que reforçou suspeitas de uso indevido do cargo.

Silvinei Vasques negou as irregularidades e afirma que as operações tiveram caráter técnico e visaram garantir a segurança nas rodovias durante o pleito de 2022.

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