Setor industrial apresenta contraproposta para tabelamento do frete

Entidades propõem a transformação do piso mínimo em tabela referencial e não impositiva, como é atualmente

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 07/08/2019 9:36

O setor industrial apresentou nesta terça-feira (06/08/2019) uma contraproposta ao Ministério da Infraestrutura para dar sequência à negociação relativa ao transporte rodoviário de cargas. No documento, assinado por 32 entidades — incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), federações estaduais da indústria, associações setoriais e sindicatos — as entidades do setor produtivo se comprometem a estimular contratações diretas entre embarcadores e caminhoneiros autônomos.

As entidades também propõem a transformação do piso mínimo do frete em tabela referencial, e não impositiva, como é hoje, a partir da construção de uma metodologia de cálculo que estabeleça parâmetros viáveis de negociação entre as partes para o cálculo do valor do frete.

Diálogo
Desde a sanção da tabela, no primeiro semestre de 2018, as instituições do setor industrial estiveram presentes em todas as audiências públicas da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e nas reuniões realizadas pelo ministério, além de manter contato com lideranças dos caminhoneiros.

O setor industrial recebeu do Ministério da Infraestrutura, na manhã da última sexta-feira (02/08/2019), os detalhes da proposta feita pelos caminhoneiros autônomos. Na ocasião, os representantes do segmento propuseram o fomento à contratação direta.

Nessa segunda-feira (05/08/2019), a CNI fez nova consulta à base sobre a sugestão do governo e apresentou a contraproposta que será analisada pelo governo e pelos caminhoneiros. As entidades acreditam que o melhor cenário é um entendimento direto entre produtores e transportadores por meio de mecanismos de mercado.

O setor industrial tem clareza de que o tabelamento prejudicou os caminhoneiros autônomos, as empresas industriais e, principalmente, os consumidores. Segundo os representantes, a resolução da situação difícil dos caminhoneiros autônomos está na retomada do crescimento econômico e na simplificação da burocracia.

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