Servidores exigem pelo menos 7% de reajuste em 2024 para negociação
Funcionários públicos do Executivo federal reúnem-se com o governo na tarde desta quarta (28/2) e, desta vez, pleiteiam um reajuste menor

Em meio às negociações com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), servidores do Executivo federal devem apresentar nova proposta de reajuste, entre 7% e 10%, a ser aplicado já em 2024.
Os percentuais sugeridos representam um recuo em relação à contraproposta apresentada pela bancada sindical no fim de janeiro, que pedia correções de 22,71% e 34,32%, a depender do tipo de acordo firmado com as categorias.
“Nossa principal intenção hoje é garantir algum percentual de recomposição já para 2024, porque, na proposta do governo, é zero para este ano. Então, a gente está levando uma contraproposta que pode ser implementada mais para o segundo semestre, entre 7% e 10% já em 2024, e garantir também [reajustes em] 2025 e 2026”, disse ao Metrópoles o presidente do Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, horas antes da reunião.

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Ver todasO Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) realiza, nesta quarta-feira (28/2), a primeira reunião de 2024 da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) com os funcionários públicos do Executivo federal. O encontro ocorrerá a partir das 14h30, na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), em Brasília.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA ministra da Gestão, Esther Dweck, tem dito que, até o momento, o governo não dispõe de receitas suficientes para bancar um reajuste neste ano. Em 2023, em sinalização ao funcionalismo público, foi concedido um reajuste linear de 9% a todos do Executivo federal.
Proposta para os servidores
Para este ano, o que foi proposto pela equipe de Dweck foi um aumento nos valores dos auxílios, com vigência a partir de maio. Foi sugerido aumento no auxílio-alimentação, de R$ 658 para R$ 1 mil; no valor per capita referente ao auxílio-saúde, de R$ 144 para R$ 215; e no auxílio-creche, de R$ 321 para R$ 484,90.
Isso representa 51,06% de reajuste nos auxílios, já contemplado no Orçamento de 2024. Com exceção do auxílio-saúde, os demais benefícios não contemplam aposentados e pensionistas e, por isso, há pressão dos servidores.
O MGI promete mais 9% de correção nos próximos dois anos, a ser pago em duas parcelas de 4,5%: a primeira em maio de 2025 e a segunda em maio de 2026.
Dweck não participará da reunião desta quarta e será representada pelo secretário de Relações de Trabalho, José Lopez Feijóo, que conduz a Mesa. Ex-sindicalista, Feijóo foi vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).



