Servidor: ministério prorroga trabalho remoto até 17 de abril

Além do Ministério da Ciência e Tecnologia, a determinação é válida para todos os institutos e unidades de pesquisa federais

atualizado 03/04/2020 11:14

Esplanada dos MinistériosRafaela Felicciano/Metrópoles

Em regime de trabalho remoto desde o início da pandemia de Covid-19, doença transmitida pelo novo coronavírus, servidores do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC) terão o prazo do regime estendido.

Uma portaria do chefe da pasta, o astronauta Marcos Pontes, publicada nesta sexta-feira (03/04) no Diário Oficial da União (DOU), amplia o teletrabalho até 17 de abril.

O ministro argumenta que a medida ocorre “em caráter excepcional e temporário” e que se faz necessária para a “prevenção à infecção e propagação do novo coronavírus”.

Além do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a determinação também é válida para todos os institutos e unidades de pesquisa federais.

O trabalho remoto não foi permitido para todos os servidores. Atualmente, somente os maiores de 60 anos e doentes crônicos, por exemplo, estão trabalhando de casa.

Entidades de classe e sindicatos pressionam o governo para que a medida seja estendida. A União cortou o pagamento de alguns benefícios para quem não está dando expediente nas repartições.

Descontrole
Nessa quinta-feira (02/04), o Metrópoles mostrou que o governo federal não tem controle sobre o regime de teletrabalho.

Vinte dias após editar a primeira instrução normativa para adequar o funcionamento do serviço público aos efeitos da pandemia, em 12 de março, o governo federal não sabe quantos servidores estão trabalhando de casa.

O índice é importante para o controle das atividades dos funcionários públicos, como jornada e produtividade, mas também para calcular o montante que será economizado com a suspensão no pagamento de benefícios. O governo propôs que esse valor seja repassado ao combate do coronavírus.

Segundo cálculos preliminares do Ministério da Economia, o corte pode gerar uma redução de gastos de até R$ 164 milhões aos cofres do Ministério da Economia por mês.

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