Coronavírus: servidores adiam ato contra reforma administrativa

Categoria realizaria atos em todo país na próxima quarta-feira (18/03). Contudo, emergência de saúde fez com que entidades cancelassem

atualizado 16/03/2020 11:23

Marcados para a próxima quarta-feira (18/03), os atos de servidores públicos contra a reforma administrativa e o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estão suspensos.

Nesta segunda-feira (16/03), as principais entidades de classe estão orientando os servidores a fazerem greve, mas sem manifestações com aglomeração de pessoas, o que eleva o contágio de coronavírus. O país tem 200 infectados.

A mudança ocorre após uma forte reação contra Bolsonaro, que participou de um ato em Brasília contra Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente apertou a mão de mais de 200 simpatizantes do governo no Palácio do Planalto.

O presidente do Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, criticou a atitude de Bolsonaro e recomendou que os atos sejam suspensos. “De nossa parte, [as manifestações] estão suspensos. Não somos irresponsáveis como o presidente da República”, criticou.

Nesta segunda-feira, dirigentes sindicais se reunirão em Brasília para formalizar uma posição unificada sobre as atividades no Distrito Federal. O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, adianta que a inclinação é o cancelamento.

“A tendência vai ser a de seguir no rumo de suspender a atividade de atos de massa, da mesma forma como a grande maioria das entidades e centrais sindicais já se posicionaram por suspender”, explicou.

A Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou um comunicado interno orientando as entidades filiadas a manterem as greves aprovadas, mas sem manifestações com aglomerações.

“Não realizar atos públicos com aglomeração de pessoas, principalmente aonde eles forem desaconselhados pelas autoridades sanitárias mobilizando-se nas redes sociais para denunciar os ataques do governo à educação, aos serviços públicos, às estatais e exigir uma reação enérgica do Parlamento e do Executivo, nas três esferas, em defesa da saúde da população e da economia nacional”, destaca trecho do documento.

Polêmica com Bolsonaro
Bolsonaro cumprimentou apoiadores do ato pró-governo em Brasília, neste domingo (15/03), com as mãos. O Ministério da Saúde, seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde, havia sugerido não utilizar as mãos nas saudações e evitar aglomerações para evitar o alastramento do coronavírus no mundo.

Além de cumprimentar apoiadores com as mãos, Bolsonaro ainda pegou diversos celulares de manifestantes e tirou selfies. A atitude gerou uma série de críticas de médicos, sanitaristas e políticos.

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