Alcolumbre defende congelar reajuste de servidores por 18 meses

Medida seria contrapartida ao auxílio-financeiro a estados. Apoio foi definido em reunião com Paulo Guedes. Poupança seria de R$ 130 bilhões

atualizado 27/04/2020 20:37

Guedes se reuniu com Maia e Alcolumbre para tratar de Previdência - Brasília(DF), 7/12/2019Daniel Ferreira/Metrópoles

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou, nesta segunda-feira (27/04), que o governo federal estima economizar R$ 130 bilhões proibindo reajustes de servidores federais, estaduais e municipais por três anos. A previsão é que a proposta esteja prevista como contrapartida no novo texto de auxílio-financeiro a governadores durante a pandemia do novo coronavírus, que deve ser apresentado na próxima quinta-feira (30/04).

Alcolumbre e o ministro da Economia, Paulo Guedes, se reuniram para acertar detalhes da proposta nesta segunda-feira. A pressão do governo federal é para que, a fim de que sejam liberados os recursos, os estados sejam obrigados a adotar algumas contrapartidas para conter o avanço dos gastos públicos.

“Acho que é uma conquista essa conciliação com o governo”, afirmou o democrata, que quer votar o projeto em sessão deliberativa no próximo sábado (02/05). “Passei os últimos dias trabalhando muito, atuando nos bastidores, e estou tentando conduzir esse caminho de pacificação.”

Derrotado na Câmara, onde o projeto passou destinando mais que o dobro do pretendido pelo ministro, Guedes buscou o Senado para negociar. Alcolumbre vai substituir o texto aprovado na Câmara.

Na Câmara, o projeto, articulado pelo presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), instituía a compensação de perdas com a arrecadação de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Serviços (ISS) por seis meses, com impacto fiscal previsto de R$ 89,6 bilhões.

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