Serial killer que confessou feminicídios começa a ser julgado em Goiás

Rildo Soares do Santos confessou três feminicídios em Goiás e é suspeito de outros 15 crimes, inclusive, em outros estados

atualizado

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1 de 1 imagem colorida serial killer rio verde - Foto: Reprodução

Goiânia – O serial killer Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, que confessou três feminicídios em Rio Verde, no sudoeste goiano, começou a ser julgado nesta quarta-feira (10/12) pela morte de Elisângela Silva de Sousa. O crime ocorreu em setembro, quando a mulher estava a caminho do trabalho.

Nesta quarta, Rildo é julgado por assassinato por asfixia, ocultação de cadáver, estupro e roubo.


Relembre o caso

  • Elisângela Silva de Souza, de 26 anos, foi encontrada morta em um lote baldio, em Rio Verde, em setembro de 2025.
  • Segundo a investigação, Rildo anunciou um assalto e obrigou a moça a acompanhá-lo até um terreno. Conforme a versão de Rildo, ao chegar ao local, ele e a vítima entraram em luta corporal e ela caiu batendo a cabeça.
  • Depois, ele escondeu o corpo dela e tirou a calça para dificultar a localização, já que a calça dela era vermelha e destoava do terreno. Entretanto, o corpo dela estava completamente enterrado.
  • À época, o delegado Adelson Candeo informou que Rildo a agrediu com extrema violência e barbaridade. Elisângela sofreu muitas lesões no rosto e no crânio, o que a deixou desfigurada.
  • Em depoimento à polícia, Rildo negou a prática de violência sexual, mas confirmou a ocultação de cadáver.

Feminicida confesso

Rildo também confessou que estuprou e matou a mulher em situação de rua Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31. O caso aconteceu na mesma cidade. A vítima foi encontrada morta em um terreno.

Segundo a denúncia, Monara foi assassinada na madrugada de 7 de julho, no Bairro Popular, após ter sido atraída por Rildo até um terreno baldio para o consumo de drogas. No terreno, ela foi atacada com golpes de ripa e estuprada. Depois, o acusado ateou fogo ao corpo da vítima, utilizando uma cama box e um isqueiro.

De acordo com o Ministério Público, Rildo teria atacado Monara por motivo torpe, depois de ter desconfiado de que ela havia roubado dinheiro do local onde ele morava. Os crimes abrangidos pela denúncia são feminicídio qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.

Outros crimes

De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), Rildo é suspeito de outros 15 crimes, inclusive em outros estados. Natural da Bahia, o homem é suspeito de delitos naquele estado.

Rildo é investigado por cinco casos na Bahia, sendo um roubo, um estupro, dois homicídios e um caso de violência doméstica. Dos 11 crimes em que é suspeito em Goiás, a maioria ocorreu no Bairro Popular, em Rio Verde, após se mudar para o estado goiano em janeiro de 2025.

Até o momento, a polícia confirmou, em território goiano, três feminicídios, três estupros, tentativa de feminicídio e diversos crimes patrimoniais. Além disso, Rildo é suspeito de ter participado do desaparecimento de outras duas mulheres.

Em coletiva de imprensa realizada em setembro, o delegado que investiga o caso, Adelson Candeo, deu detalhes sobre a apuração. De acordo com ele, Rildo é investigado por feminicídio, furto, ocultação de cadáver, tentativa de estupro e latrocínio. O suspeito está preso desde 12 de setembro, quando voltou ao local onde uma das vítimas foi morta, e acabou detido pela polícia.

Na ocasião, a polícia informou que considera o homem um “criminoso em série”. “O FBI e outras instituições entendem que um criminoso em série é a partir de três vítimas com as mesmas características, dissimulação, falta de empatia, falta de remorso e arrependimento, violência excessiva e piromania em alguns casos, modus operandis semelhantes. Então, consideramos, sim, um criminoso em série”, explicou Candeo.

Em nota, a defesa de Rildo informou que não solicitará a absolvição do homem. O advogado Nylson Schmidt disse que a defesa não representa qualquer juízo de valor sobre os fatos, mas o cumprimento do dever constitucional de garantir o devido processo legal.

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