Saiba quem é o serial killer que confessou 3 feminicídios em Goiás

Rildo Soares dos Santos foi preso em Rio Verde (GO). Ele confessou três feminicídios e é investigado por outros oito crimes, apenas em Goiás

atualizado

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Rildo Soares do Santos, serial killer de Goiás
1 de 1 Rildo Soares do Santos, serial killer de Goiás - Foto: Reprodução

Goiânia – Rildo Soares do Santos, de 33 anos, é considerado um “criminoso em série” pela Polícia Civil de Goiás (PCG). Preso desde o último dia 12 de setembro, em Rio Verde, no sudoeste goiano, ele confessou ter matado três mulheres e é investigado por outros oito crimes, apenas em Goiás.

Em entrevista coletiva realizada na manhã dessa segunda-feira (29/9), o delegado que investiga o caso, Adelson Candeo, informou que considera Rildo um “criminoso em série”.

“O FBI e outras instituições entendem que um criminoso em série é a partir de três vítimas com as mesmas características, dissimulação, falta de empatia, falta de remorso e arrependimento, violência excessiva e piromania em alguns casos, modus operandis semelhantes. Então, consideramos sim um criminoso em série”, afirmou Candeo.

De acordo com o investigador, Rildo é investigado por feminicídio, furto, ocultação de cadáver, tentativa de estupro e latrocínio. Ele está na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde, no sudoeste goiano.

Em nota, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) informou que o representou durante a audiência de custódia e não atua mais no caso.


Mortes de mulheres

  • Segundo o delegado Aldelson Candeo, Rildo confessou ter matado Elisângela Silva, Monara Pires e Alexânia Hermógenes Carneiro.
  • De acordo com o delegado, mais dois desaparecimentos de mulheres podem estar ligados a Rildo. Um deles é o de uma dependente química que morava e frequentava a região do bairro Popular, onde Monara Pires, outra vítima de Rildo, foi encontrada morta.
  • Aldeson Candeo diz que a jovem desapareceu no dia 29 de agosto e tinha o costume de frequentar diariamente a casa da mãe, embora estivesse em situação de rua.
  • Segundo o investigador, Rildo nega a morte da vítima, no entanto, alega que pode ter cometido o crime, no entanto, não se lembra.

Características e violência

De acordo com o delegado, o perfil das vítimas é bem definido, assim como a assinatura dos crimes de Rildo. Para o Candeo, o homem exibia “uma fachada de normalidade”, porém os crimes eram praticados com extrema violência, de madrugada, com o uso de fogo e o suspeito demonstra total falta de empatia e remorso com as vítimas.

Rildo Soares foi preso no dia 12 de setembro quando voltou ao local do crime contra Elisângela, sua última vítima. Segundo o delegado, a polícia estava em diligência no local quando avistou o homem, que tentou fugir assim que foi visto, mas foi capturado por um agente.

“Todas as vítimas encontradas com imensa violência, sem a parte debaixo da roupa e na mesma região. Total falta de empatia, remorso e arrependimento. Ele pratica crimes com extrema violência sem necessidade, vítimas mulheres em estado de vulnerabilidade , uma mulher queimada viva, outra com o rosto completamente desfigurado um extremo esforço pra praticar crimes violentos”, afirmou o delegado.

Além disso, o delegado diz que Rildo tem “imensa vaidade” em relação aos crimes que cometeu e que ele confirmou ter voltado a todos os locais em que praticou esses crimes. Rildo está preso na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde.

Crimes na madrugada

De acordo com a polícia, Rildo disse em depoimento que não consegue dormir durante as madrugadas, ouve vozes que o levam a “praticar maldades”. As investigações apontam que ele tinha o costume de usar uniforme de trabalhador da limpeza urbana para aparentar estar a caminho do trabalho e não levantar suspeitas.

“O uniforme era usado sempre na prática dos crimes, tanto no latrocínio quanto no feminicídio. Era uma forma de facilitar a abordagem da vítima, andar de madrugada pelas ruas e evitar uma eventual abordagem da polícia”, contou o delegado.

A investigação identificou que algumas vítimas de Rildo eram dependentes químicas e tinham o costume de andar a noite, assim como Elisângela, que andava de madrugada quando saia para trabalhar e foi abordada por ele.

Elas foram mortas “com pancadas na cabeça, em um terreno baldio, durante uma madrugada, foram deixadas sem roupas e com alguma tentativa de ocultação de cadáver”, destacou o delegado Adelson Candeo.

Ainda durante a coletiva, Aldeson Candeo disse que Rildo será indiciado pelos crimes de feminicídio e de estupro e que as investigações em relação aos desaparecimentos que podem estar ligados a ele devem continuar. Contudo, a Polícia Civil de Goiás também busca informações de feminicídios que teriam acontecido na Bahia, estado natal do homem, e que podem ter relação com o suspeito. O delegado ressaltou que a esposa de Rildo também está colaborando com as investigações.

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