Senado deve votar PL Antifacção; governo fala em retomar “bom senso”

Alcolumbre quer pautar proposta de combate ao crime organizado nesta quarta-feira (3/12) e Planalto vai tentar retomar pontos mais sensíveis

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Arte/Metrópoles
mapa-faccoes-abre
1 de 1 mapa-faccoes-abre - Foto: Arte/Metrópoles

O Senado Federal deverá analisar o Projeto de Lei 5.582/25, conhecido como PL Antifacção, nesta semana. A proposta, alvo de embate entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a oposição sobre a condução da Segurança Pública, será relatada pelo senador e ex-delegado, Alessandro Vieira (MDB-SE), que deverá se contrapor à relatoria na Câmara, realizada por Guilherme Derrite (PP-SP).

A votação nos próximos dias foi confirmada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na última quinta-feira (27/11), que o projeto deverá chegar ao plenário. Antes, deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo apurou o Metrópoles, a data estipulada para a deliberação é quarta-feira (3/12).


O PL Antifacção:

  • A medida foi proposta pelo governo em 1º de novembro em resposta à crise causada pela megaoperação no Rio de Janeiro;
  • Originalemente, o PL estipulava novas tipificações penais, aumento de penas para crimes relacionados a facções e mecanismos de sufocamento econômico;
  • Paralelamente, tramitava um projeto de lei para equiparar facções a terroristas, esta apoiada pela oposição e que deveria ser relatada por Derrite, que seria exonerado como secretário de Segurança do governador de São Paulo;
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu dar andamento ao projeto do governo, mas sob relatoria do secretário de Tarcísio de Freitas (Republicanos), irritando o Planalto;
  • Dentre as mudanças propostas por Derrite nas cinco primeiras versões, o ex-militar quis equiparar condutas de facções a terrosistas, limitar a participação da Polícia Federal em investigações e escantear poder do BC e do Fisco na apreensão de bens.

Nas idas e vindas das versões, Derrite decidiu tornar o projeto um Marco Legal de Combate ao Crime Organizado. O projeto que acabou aprovado na Câmara em 18 de novembro criou o tipo penal de Domínio Social Estruturado, aumentou penas para facçionados e cria os bancos nacional e estaduais de organizações criminosas.

O principal embate com o governo se deu na participação da PF na repartição dos bens apreendidos. Se a investigação for estadual, recursos irão para o Fundo de Segurança Pública do estado. Se a PF participar da operação, os valores serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. O governo alega que a determinação compromete o financiamento da PF.

Já no Senado, o governo espera reverter pontos controversos e recuperar parte da essência do projeto original. Segundo o líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o Palácio do Planalto tem bom diálogo com o relator e disse esperar recuperar o “bom senso” no projeto.

Vieira, porém, ainda não divulgou seu parecer final. De perfil moderado e ex-policial Federal, o senador sergipano também é relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado. É crítico a propostas como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, mas também a “discursos eleitoreiros” no combate ao crime nos Estados.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?