Sem plano B para COP30, governo segue negociando com hoteis em Belém

Presidente da COP30 disse que inflação na rede hoteleira é 15 vezes o preço padrão e que ausência de diplomatas atrapalha negociações

atualizado

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Renato Araújo/Câmara dos Deputados
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1 de 1 imagem colorida do embaixador André Corrêa do Lago - Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O presidente da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima (COP 30), André Corrêa do Lago, garantiu que o evento será realizado em Belém (PA) e que não irá transferir a organização para outra cidade. À Comissão de Meio Ambiente da Câmara, o embaixador acrescentou, nesta quarta-feira (6/8), que o governo continua estudando estratégias para contornar a crise de hospedagem na capital paraense.

A declaração se dá um dia depois de o presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen, anunciar que não irá ao evento da ONU por causa dos preços altos da hospedagem. A COP30 ocorrerá de 10 a 21 de novembro. Pelo menos 25 países pediram que a conferência não seja realizada em Belém por causa do valor cobrado pelo setor hoteleiro.

Segundo o diplomata, a inflação de preços é aguardada para esse tipo de evento, que é a maior conferência da ONU. A média esperada, porém, é de duas a três vezes o preço padrão. No caso de Belém, os preços são cerca de 15 vezes maior do que a média. Ante a pressão, Corrêa do Lago revelou que o governo ainda está avaliando alternativas.

“A Presidência passou a intervir [na política de preços] quando começou a afetar o andamento da COP. Quando um país diz que não vai vir, isso afeta as nossas negociações. Precisamos que todos venham”, declarou.

O embaixador acrescentou que o plano B é “B de Belém” e negou a possibilidade de transferir a realização do evento para cidades de maior estrutura, como São Paulo ou Rio de Janeiro. Segundo ele, a capital do Pará é o reflexo da “maioria das cidades do mundo”, que são “médias e em desenvolvimento”.

“Sim, vai ser em Belém. Eu tenho dito que não há plano B. O plano B é B de Belém. Há vários motivos [para ser em Belém] simbólicos sobre a decisão. Queremos mostrar os desafios que ainda temos pela frente e ter a conferência em um lugar que não é um lugar decorativo. É uma negociação muito séria, em um espírito muito sóbrio “, declarou.

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