Secretário reage e ironiza críticas à COP30: “Evento de arquitetura?”

Declaração ocorre após mais de 20 países pedirem mudança de sede por causa dos altos preços dos hotéis. COP30 em Belém enfrenta crise

atualizado

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Vanderson da Silva/AYA Earth Partners/Divulgação
Montagem com foto colorida de Um homem está em pé, segurando um microfone, enquanto fala em um evento. Ele usa um terno escuro e uma camisa clara. Ao fundo, há uma tela com texto visível, mas não legível. O ambiente parece ser um auditório ou sala de conferências. André Godinho, secretário executivo para COP30 da prefeitura de Belém (PA), durante evento da SP Climate Week, e material de divulgação da COP30 - Metrópoles
1 de 1 Montagem com foto colorida de Um homem está em pé, segurando um microfone, enquanto fala em um evento. Ele usa um terno escuro e uma camisa clara. Ao fundo, há uma tela com texto visível, mas não legível. O ambiente parece ser um auditório ou sala de conferências. André Godinho, secretário executivo para COP30 da prefeitura de Belém (PA), durante evento da SP Climate Week, e material de divulgação da COP30 - Metrópoles - Foto: Vanderson da Silva/AYA Earth Partners/Divulgação

O secretário-executivo da Prefeitura de Belém para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), André Godinho (foto em destaque), reagiu com ironia às críticas sobre os valores das hospedagens para o evento, programada para ocorrer em novembro na capital do Pará. Na semana passada, ao menos 25 países solicitaram a mudança do local do evento devido à disparada no preço das diárias de hotéis na capital paraense.

“Estão falando mais sobre o problema dos hotéis do que o problema do mundo. A COP é um evento de arquitetura? De padrão de imóveis? Ou é um evento climático para falar dos problemas e impactos que estamos sofrendo?”, disse o secretário executivo nessa segunda-feira (4/7) durante um evento da Semana do Clima de São Paulo.

Países como Áustria, Bélgica, Canadá, República Tcheca, Finlândia, Holanda, Noruega, Suécia e Suíça enviaram cartas à presidência da COP30 solicitando que a conferência fosse transferida de Belém. André Corrêa do Lago, presidente da Conferência, afirmou que há casos de hotéis cobrando diárias até 10 vezes mais altas do que o normal.

O cenário em Belém coloca em xeque a participação principalmente das nações-ilha, países de menor desenvolvimento e de africanos. “Eles também dizem que, com a ausência dos países mais pobres, ficaria uma COP que não teria legitimidade, sem a participação universal”, alegou Corrêa do Lago em coletiva de imprensa na sexta-feira (1º/8).

Em concordância com o discurso do embaixador André Corrêa do Lago, o secretário-executivo da prefeitura de Belém para a COP reafirmou que a capital paraense se mantém no posto de anfitriã, apesar da escalada na crise de hospedagem. “Vai ter COP em Belém, queira sim, queira não, queira alguém que está lá do outro lado do mundo reclamando que não vai ter”, reforçou Godinho.

Embora tenha pouca margem legal para interferir nos preços da rede hoteleira, o governo federal informou que busca soluções. “Essa questão da hotelaria será resolvida, seja pelo governo do estado, seja pelo governo federal. A COP será em Belém em novembro”, prometeu o ministro das Cidades, Jader Filho.

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