Sem assumir cargo no Ministério da Saúde, Ricardo Gurgel recebe apoio

Ricardo Gurgel foi nomeado ao posto no PNI em 6 de outubro, mas não assumiu. Infectologista Luana Araújo fez post em solidariedade ao médico

atualizado 29/10/2021 10:50

Ricardo Queiroz Gurgel, novo coordenador do Programa Nacional de ImunizaçõesSociedade Brasileira de Pediatria/Reprodução

A infectologista Luana Araújo usou as redes sociais para prestar solidariedade a Ricardo Gurgel, coordenador do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que não assumirá o cargo.

Gurgel foi nomeado ao posto no dia 6 de outubro. No entanto, o médico, que é pediatra, não havia assumido o posto até o momento.

Ele afirma que foi ao Ministério da Saúde na quinta-feira (28/10) e soube, por um representante da Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS), que não assumiria o posto.

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A médica Luana Araújo publicou uma mensagem de apoio ao colega. Ela também foi cotada para assumir a Secretaria Extraordinária de Anteção à Covid-19 em junho deste ano e chegou a ter o nome anunciado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

No entanto, durante uma audiência no Senado Federal, Queiroga afirmou que o nome da infectologista não foi aprovado pelo Palácio do Planalto.

“É, senhoras e senhores, parece que temos um padrão e ele é inconcebível. Não confundamos liderança com favorecimento de grupos. E, mais do que isso, guardemos todas estas informações para os próximos meses – e para o resto de nossas vidas. Ao colega Ricardo Gurgel, minha solidariedade”, escreveu Luana.

Metrópoles procurou o Ministério da Saúde para prestar esclarecimentos sobre o tema, mas ainda não teve retorno. O espaço segue aberto.

Veja o post da doutora Luana:

Posicionamento

Formado em medicina pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Gurgel é especializado em Saúde da Criança e do Adolescente. O profissional lecionou pediatria da UFS e atuou como pesquisador do estudo clínico de aprovação da Vacina Tetravalente contra a Dengue do Instituto Butantan.

Gurgel também atua na área de pesquisas sobre a utilização de vacinas em crianças. O pediatra se posiciona de forma contrária à utilização do chamado kit Covid, que conta com medicamentos ineficazes no tratamento da doença.

“Existem evidências científicas que comprovam que eles não funcionam. Então, não é para usar. Pronto”, afirmou, em declaração à imprensa no início do mês.

Sobre a vacinação de crianças e adolescentes contra o coronavírus, Gurgel defende que deve ser realizada apenas após aprovação de imunizantes recomendados para este público.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza apenas a vacinação de jovens entre 12 e 17 anos, com o imunizante da Pfizer.

Em depoimento prestado à CPI da Covid no dia 8 de julho, a ex-coordenadora do PNI disse que a politização do programa impediu que ela executasse o trabalho da forma apropriada. Fantinato criticou a postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação às vacinas contra a Covid-19.

Fantinato também afirmou que sua atuação foi enfraquecida porque não houve campanhas publicitárias suficientes para a vacinação contra a doença: “Há que se considerar que o PNI, estando sob qualquer coordenação, não consegue fazer uma campanha exitosa sem vacinas e sem comunicação, sem uma campanha publicitária efetiva.”

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