Após 3 meses, Queiroga escolhe coordenador do Programa de Imunizações

Médico pediatra Ricardo Queiroz Gurgel foi nomeado ao cargo de coordenador-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI)

atualizado 06/10/2021 12:36

Ricardo Queiroz Gurgel, novo coordenador do Programa Nacional de ImunizaçõesSociedade Brasileira de Pediatria/Reprodução

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nomeou, nesta quarta-feira (6/10), o médico pediatra Ricardo Queiroz Gurgel ao cargo de coordenador-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

O posto estava vago há três meses, desde a saída da enfermeira Francieli Fontana Fantinato do cargo. O PNI é ligado ao Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, e é responsável por definir os calendários nacionais de vacinação considerando a situação epidemiológica, com orientações específicas para crianças, adultos, gestantes, idosos e povos indígenas.

Formado em medicina pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Gurgel é especializado em Saúde da Criança e do Adolescente. O profissional lecionou pediatria da UFS e atuou como pesquisador do estudo clínico de aprovação da Vacina Tetravalente contra a Dengue do Instituto Butantan.

Gurgel também atua na área de pesquisas sobre a utilização de vacinas em crianças.

PORTARIA N° 2.570, DE 5 DE OUTUBRO DE 2021 by Rebeca Borges on Scribd

Kit Covid e vacinação

Em entrevista ao portal G1, Gurgel afirmou que é contrário à utilização do chamado kit Covid, que conta com medicamentos ineficazes no tratamento da doença.

“Existem evidências científicas que comprovam que eles não funcionam. Então, não é para usar. Pronto”, afirmou.

Sobre a vacinação de crianças e adolescentes contra o coronavírus, Gurgel defende que deve ser realizada apenas após aprovação de imunizantes recomendados para este público.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza apenas a vacinação de jovens entre 12 e 17 anos, com o imunizante da Pfizer.

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O assunto foi tema de polêmicas nos últimos meses, após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, suspender a orientação de imunizar este público, alegando “desorganização” nas campanhas de estados e municípios.

Após críticas negativas de gestores estaduais, municipais e autoridades de saúde, a vacinação deste grupo foi novamente recomendada pelo Ministério da Saúde.

Coordenação do PNI

A última pessoa a ocupar o cargo foi a enfermeira Francieli Fantinato. Ela pediu demissão em 7 de julho, depois que virou alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado Federal.

Em depoimento prestado à CPI da Covid no dia 8 de julho, a ex-coordenadora do PNI disse que a politização do programa impediu que ela executasse o trabalho da forma apropriada. Fantinato criticou a postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação às vacinas contra a Covid-19.

Ela também afirmou que sua atuação foi enfraquecida porque não houve campanhas publicitárias suficientes para a vacinação contra a doença. “Há que se considerar que o PNI, estando sob qualquer coordenação, não consegue fazer uma campanha exitosa sem vacinas e sem comunicação, sem uma campanha publicitária efetiva.”

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