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Brasil

Secretário de Saúde de SP: "Abraços e apertos de mão continuam proibidos"

Governador João Doria diz que pandemia está sob controle, mas ainda exige cautela. Governo se preocupa com aumento de encontros sociais

Ana Saito05/11/2020 17:26
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. O governador João Doria faz os informes da semana ao lado de secretários.

São Paulo – O governo de São Paulo manifestou preocupação com o crescimento do número de casos e mortes por Covid-19 com a redução das medidas restritivas adotadas para combater a doença. Segundo o governador João Doria, a pandemia está sob controle no estado, mas o aumento das reuniões sociais acende um sinal de alerta.

“A quarentena continua, precisamos estar atentos e vigilantes ao rituais sanitários. Cumprimentos com abraços e apertos de mão continuam proibidos, e não é isso que temos visto. O normal só acontecerá com a vacina”, reforçou o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.

“Relatos recentes indicam que têm se intensificado casos de contaminações a partir de encontros sociais. As pessoas não sabiam onde haviam se contaminado, agora sabem. São almoços de família, reuniões em casas de amigos, visitas a parentes, balcões de bar, calçadões de praia e algumas outras áreas onde as pessoas têm se encontrado sem o uso de máscara e a higienização das mãos”, afirmou Doria.

O governador lembrou que a Europa vive uma segunda onda da pandemia, com diversos países voltando a decretar lockdows. Doria citou ainda o caso dos Estados Unidos, que romperam, na quarta-feira, a barreira de 100 mil novos casos em um único dia.

Segundo Doria, uma das preocupações são as aglomerações com as festas de fim de ano. “Será um risco enorme se as pessoas não tiverem cautela. Depois da vacina, provavelmente a partir de maio e junho, com o Brasil todo imunizado, poderemos celebrar, sim, o Carnaval e o Ano Novo. Ainda que com outro nome e temática, mas com a alegria de que poderemos beijar e abraçar sem riscos de contaminar, sem prejudicar a vida de ninguém”, completou.

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