Gráficos interativos: países começam a reduzir casos de Covid-19

Dados da Organização Mundial da Saúde mostram redução em algumas regiões do mundo, mas números ainda são muito elevados

Emergência de hospital em BergamoReprodução/SkyNews

atualizado 25/03/2020 8:47

O avanço do coronavírus tem sido rápido em todo o mundo, mas em alguns países a redução de novos casos tem trazido esperança de solução para a crise. O (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, analisou as informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a Covid-19.

O resultado pode ser visto na série de gráficos abaixo. Inicialmente, é possível identificar a evolução do coronavírus a partir do primeiro caso confirmado em cada país. Em escala logarítmica, o esquema abaixo mostra uma sequência exponencial e permite visualizar melhor como algumas nações começam a frear o avanço da doença.

O segundo gráfico mostra os mesmos dados do anterior, mas em escala linear (mais comumente utilizada). Em ambos os esquemas, foram selecionados somente os 25 países com maior número de infectados. É possível selecionar apenas alguns deles para fazer as comparações.

Abaixo, foram isoladas as nações que ultrapassaram o número de mil casos confirmados. O “Dia 1” representa, nesta análise, a data do milésimo infectado divulgado no boletim da OMS. Os números são de novos casos a cada dia.

O gráfico animado abaixo mostra a evolução do coronavírus em cada país, com exceção da China, que até o momento atingiu 81.601 casos. Nota-se a evolução inicial da Covid-19 na Ásia, depois na Europa e nas Américas.

Subnotificações

Segundo especialistas, os números divulgados de casos confirmados de Covid-19 não retratam fielmente a situação de cada país. Isso porque cada um tem sua particularidade, com sistemas sanitários e de testagens para coronavírus  muito diferentes entre si. Em diversas regiões há, por exemplo, o problema da subnotificação.

“Muitos pacientes não apresentam sintomas ou têm quadro leve, que não os leva a procurarem tratamento ou a fazerem testes”, explica o médico e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia Leonardo Weissmann. “Essa é uma situação que ocorre não somente no Brasil, mas em todo o mundo.”

“Não é possível analisar sequer a taxa de letalidade da Covid-19 em países diferentes, porque não se sabe quantos doentes foram realmente testados em cada um”, completa Alexandre Cunha, médico infectologista do Sírio Libanês, do Hospital Brasília e dos laboratórios Sabin.

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