Governo federal anuncia 18 mil vagas no programa Médicos pelo Brasil

Substituto do Mais Médicos vai oferecer salários que chegam a R$ 21 mil. Contratação será pela CLT

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 01/08/2019 15:37

O governo federal lançou, nesta quinta-feira (01/08/2019), o Programa Médicos pelo Brasil, substituto do programa Mais Médicos, criado na época da presidente Dilma Rousseff (PT). A estratégia, segundo informe do ministério da Saúde, ampliará em cerca de 7 mil vagas a oferta de médicos em municípios mais carentes na comparação com o programa programa anterior. As regiões Norte e Nordeste, juntas, representam 55% do total dessas vagas. Ao todo, serão 18 mil vagas previstas.

A Atenção Primária à Saúde (APS), onde os médicos do Programa Médicos pelo Brasil vão atuar, é a base do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é acompanhar as doenças mais frequentes, como diabetes, hipertensão e tuberculose. A proximidade da Equipe de Saúde da Família (ESF) com a comunidade, na avaliação do ministério, permite que se conheça melhor o cidadão, garantindo maior adesão aos tratamentos e às intervenções médicas propostas.

Assim, se a atenção se voltar a esses casos, o governo acredita que é possível resolver cerca de até 80% dos problemas de saúde, sem a necessidade de intervenção na emergência de Unidades de Pronto-Atendimento (UPA 24h) ou de hospitais.

“A ampliação do acesso a esses serviços nas Unidades de Saúde da Família é prioridade do Governo Federal. Assim, vamos promover a qualidade de vida da população e intervir nos fatores que colocam a saúde em risco, como falta de atividade física, má alimentação, uso de tabaco, dentre outros. Também vai trazer para perto da comunidade serviços como consultas médicas, exames, vacinas, radiografias e pré-natal para gestantes”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Programa
O governo de Jair Bolsonaro lançou nesta quinta-feira (01/08/2019) o Programa Médicos pelo Brasil, em substituição ao Mais Médicos. Durante a campanha eleitoral do ano passado, o atual chefe do Executivo teceu duras críticas ao programa e anunciou que alteraria as formas de pagamento dos médicos cubanos, que seriam direto aos profissionais, sem intermédio do governo local. Com isso, Cuba decidiu convocar os profissionais de saúde de volta ao país de origem.

O novo programa prevê a criação da Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps). A entidade será vinculada ao Ministério da Saúde e terá a responsabilidade de executar as ações do Médicos pelo Brasil.

Os profissionais que forem participar do programa deverão ter registro no Conselho Regional de Medicina e fazer um curso de formação supervisionado, com duração de dois anos. Ao fim dele, o médico fará uma prova para ter o título de especialista em medicina de família e comunidade.

Últimas notícias