Saiba quem foi retirado da lista de sanções da Lei Magnitsky no Brasil
Governo Trump removeu Alexandre de Moraes, esposa e empresa familiar das punições previstas na Lei Magnitsky após pedido de Lula

O governo dos Estados Unidos retirou, nesta sexta-feira (12/12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e a empresa da família, o Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, da lista de sanções previstas na Lei Magnitsky. A exclusão ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitar a Donald Trump a remoção das punições impostas a autoridades brasileiras.
Quem saiu da lista
Segundo o comunicado do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), foram removidos da lista SDN (Specially Designated Nationals):
- Alexandre de Moraes, ministro do STF
- Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado
- Lex – Instituto de Estudos Jurídicos Ltda., empresa vinculada ao casal
A nota oficial não informa os motivos da retirada. Com isso, eventuais bens e contas ligados ao casal nos EUA deixam de estar congelados, e cidadãos e empresas norte-americanos voltam a poder fazer transações com eles.
Moraes foi incluído na lista em julho, e Viviane, em setembro. Segundo o governo Trump, o ministro teria conduzido “detenções arbitrárias”, “processos politizados” e medidas de “censura”, especialmente no caso que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Bolsonaro, sentenciado a mais de 27 anos de prisão, cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA Lei Magnitsky permite aos EUA punir estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. As medidas incluem congelamento de bens, suspensão de vistos e proibição de negócios com empresas americanas, o que impede até o uso de cartões de crédito com bandeira dos EUA.
As sanções foram acompanhadas de um ambiente de forte atrito diplomático entre Brasília e Washington. O então secretário do Tesouro, Scott Bessent, chegou a acusar Moraes de promover uma “campanha opressiva” e citou Bolsonaro nominalmente.
O secretário de Estado, Marco Rubio, havia anunciado, em julho, a revogação de vistos de ministros do STF e familiares. Nos bastidores, parlamentares ligados ao ex-presidente, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atuaram nos EUA para incentivar retaliações contra Moraes e outros ministros.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasAs sanções haviam sido aplicadas em meio à escalada de tensões entre Brasília e Washington, depois que Moraes determinou, em 4 de agosto, a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. A Casa Branca reagiu discutindo medidas retaliatórias, como um novo tarifaço sobre produtos brasileiros, o bloqueio de vistos de ministros do STF e a ampliação das punições da Lei Magnitsky.
“Tivemos uma conversa muito produtiva com o Presidente Lula do Brasil. Entre os assuntos discutidos, estiveram o comércio, como nossos países poderiam trabalhar juntos para combater o crime organizado, as sanções impostas a diversas autoridades brasileiras, tarifas alfandegárias e vários outros temas. O Presidente Lula e eu estabelecemos uma relação em uma reunião que ocorreu nas Nações Unidas, e acredito que isso preparou o terreno para um diálogo e acordos muito bons no futuro. Aguardo ansiosamente um reencontro e uma conversa com ele em breve. Muitas coisas boas virão dessa parceria recém-formada!”, escreveu.











