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Brasil

Saiba valor da indenização que assassinos de Marielle terão que pagar

Justiça do Rio de Janeiro fixou indenização por danos morais e determinou pagamento de pensão à companheira de Marielle, assassinada em 2018

10/02/2026 16:13, atualizado 10/02/2026 16:38
Renan Olza/Camara Municipal do Rio de Janeiro
Arquivo - Marielle Franco

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) condenou Élcio Queiroz e Ronnie Lessa, responsáveis pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, a indenizar a viúva dela, Mônica Benício. A decisão, à qual o Metrópoles teve acesso e que foi assinada no último dia 2 de fevereiro, fixou o pagamento de R$ 200 mil por danos morais. O processo tramita em segredo de Justiça.

Além da indenização, a Justiça estabeleceu o pagamento de pensão mensal em favor de Mônica Benício. O pensionamento foi fixado em dois terços dos rendimentos que Marielle Franco recebia à época (R$ 14.262,30), com acréscimo de 13º salário e férias remuneradas com adicional de um terço.

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Vereadora Marielle Franco era esposa de Mônica Benício
Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava
Monica Benício, viúva de Marielle Franco, lançou livro sobre história do casal
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Monica Benício, viúva de Marielle Franco, lançou livro sobre história do casal

Reprodução/Redes Sociais
Vereadora Marielle Franco era esposa de Mônica Benício
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Vereadora Marielle Franco era esposa de Mônica Benício

Reprodução
Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava
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Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava

Renan Olza/Camara Municipal do Rio de Janeiro

O pagamento deverá retroagir à data do assassinato e se estender até o limite da expectativa de vida da vereadora, estimada em 76 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou até o falecimento da beneficiária, caso ocorra antes.

A decisão também condena Élcio Queiroz e Ronnie Lessa ao reembolso e ao custeio de despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas, além de outras despesas comprovadas relacionadas ao evento danoso.

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Esses valores ainda serão apurados em fase de liquidação de sentença e deverão ser corrigidos monetariamente desde o desembolso, com incidência de juros legais a partir do crime.

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Defesa da viúva vai recorrer

Em nota, Mônica Benício afirmou que a decisão tem caráter simbólico. Segundo ela, a condenação reconhece a interrupção da vida que construía ao lado de Marielle.

“A luta por Justiça por Marielle e Anderson não é sobre dinheiro. Não há indenização que possa reparar a perda. A luta por Justiça por Marielle e Anderson não é sobre dinheiro. Não há indenização que possa reparar eu ter perdido o amor da minha vida”, declarou.

O advogado de Mônica Benício, João Tancredo, informou que irá recorrer da decisão para pedir o aumento do valor fixado a título de danos morais.

“Entendemos, todavia, que a sentença foi generosa com os réus na fixação dos danos morais em R$ 200 mil, considerando a gravidade do caso e o dano causado à viúva, além de não observar o princípio pedagógico-punitivo previsto na legislação, que orienta a valoração do dano moral, em caso de morte, em patamares bem superiores ao fixado. Nenhum valor compensa a perda sofrida, mas não se pode deixar de destacar que, em casos semelhantes, a Justiça tem arbitrado valores em torno de R$ 1 milhão”, disse o advogado.

Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados, respectivamente, a 78 e 59 anos de prisão.