Preso por financiar golpistas condenou vandalismo nas redes sociais

Investigado por financiamento de golpistas, Carlos Vinícius Carvalho culpou presidente Lula pelo vandalismo em Brasília: “Prevaricou”

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Carlos Victor Carvalho, conhecido como CVC, terceiro alvo preso em operação que investiga terrorismo bolsonarista no DF. Na imagem ele aparece sério, de braços cruzados com um tanque atrás - Metrópoles
1 de 1 Carlos Victor Carvalho, conhecido como CVC, terceiro alvo preso em operação que investiga terrorismo bolsonarista no DF. Na imagem ele aparece sério, de braços cruzados com um tanque atrás - Metrópoles - Foto: Arquivo Pessoal

Carlos Victor Carvalho, embora preso em operação que investiga atos golpistas pró-Bolsonaro em Brasília, chegou a condenar no Twitter o episódio de vandalismo um dia depois da invasão aos Três Poderes, em 8/1, na capital do Brasil. Numa publicação do dia 9 de janeiro, Carlos, apelidado na internet de CVC, defende o julgamento de todos os envolvidos, em favor daqueles que querem “um Brasil livre e democrático”.

Na mesma postagem, o bolsonarista reforça que sempre participou da organização de movimentos da direita, mas que nunca compactuou com a depredação de prédios públicos. No entanto, CVC é investigado pela Justiça por ter financiado os ônibus que levaram manifestantes golpistas de todo o Brasil para a Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro.

Ainda no Twitter, ele nomeou a invasão de “atentado” e responsabilizou o presidente Lula (PT) pela proporção que o evento tomou. “A partir do momento que Lula recebe a informação de um possível atentado aos Três Poderes e não toma nenhuma providência, ele comete crime de prevaricação, passivo de processo de impeachment”, escreveu.

Mesmo assim, o bolsonarista utilizou a rede para criticar a prisão de pessoas que estavam presentes na invasão e nos acampamentos golpistas em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília. “O Brasil seria um país seguro se o governo tivesse a mesma rigidez e agilidade para combater o crime nas favelas que está tendo em Brasília quando prendeu idosos e crianças”, disse em tweet.

Assessor de deputado bolsonarista

Carlos Victor Carvalho é um dos três presos durante a Operação Ulysses, deflagrada no Rio de Janeiro, nessa segunda-feira (16/1), para deter suspeitos de liderar e financiar atos terroristas praticados por extremistas.

CVC trabalhava com o deputado estadual do Rio de Janeiro Felippe Poubel, filiado ao Partido Liberal, o mesmo do ex-presidente Jair Bolsonaro, desde junho de 2022. Lá ele recebia um salário liquido de R$ 5,5 mil em cargo comissionado como assessor parlamentar V.

Em nota, o Partido Liberal informou que o assessor parlamentar passará por conselho de ética interno e, em seguida, deverá ser expulso da legenda.

Na internet, ele é conhecido por ser um influenciador digital “conservador, cristão e contra o aborto”, como se descreve em biografia do Instagram.

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O assessor estava foragido desde o início da operação, mas foi encontrado, nesta quinta-feira (19/1), em uma pousada no município de Guaçuí, no Espírito Santo.

A operação é fruto de uma investigação em Campos dos Goytacazes, que apurava as manifestações em frente a quartéis do Exército na cidade. Posteriormente, os investigadores conseguiram provas capazes de vincular pessoas presentes nos acampamentos à organização e liderança dos eventos de terrorismo em Brasília.

Com o cumprimento dos mandados judiciais expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, os policiais pretendem identificar outros envolvidos nas ações terroristas.

Os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e incitação das Forças Armadas contra os poderes institucionais.

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