Saiba qual o principal “vilão” que fez inflação subir 0,33% em janeiro

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE

atualizado

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Samuel Reis/ Metrópoles @osamuelreiss
Foto colorida de posto de gasolina
1 de 1 Foto colorida de posto de gasolina - Foto: Samuel Reis/ Metrópoles @osamuelreiss

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro de 2026 foi de 0,33 %, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos nove grupos grupos pesquisados, apenas os de vestuário (-0,25) e  habitação (-0,11%) registraram recuo. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10/2).

Em janeiro de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi o de transportes que acelerou 0,60%. “Vilão” do mês, o setor respondeu por  0,12 ponto percentual da inflação de todo o mês.

A alta foi puxada pelos combustíveis, que tiveram variação de 2,14%. A gasolina teve o maior impacto individual do mês, de 0,10 ponto pencentual, subindo 2,06% em janeiro.

A variação dos demais combustíveis foi: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).

Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, a gasolina apresenta peso de 5,07% na composição do IPCA, o que representa impacto no cálculo final do índice.

Ele avaliou também que, a partir do começo de janeiro, houve reajuste no valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que impactou o preço final dos combustíveis para os consumidores.

Por outro lado, o grupo Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, levando em consideração a redução de 2,73% na energia elétrica residencial.

A principal motivação é a mudança da bandeira tarifária de amarela em dezembro, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos, para verde em janeiro, sem custo adicional para os consumidores.

Variação de cada grupo em janeiro:

  • Alimentação e bebidas:  0,23%
  • Habitação: -0,11 %
  • Artigos de residência: 0,20 %
  • Vestuário:  -0,25%
  • Transportes:  0,60%
  • Saúde e cuidados pessoais:  0,70%
  • Despesas pessoais:  0,41%
  • Educação:  0,02%
  • Comunicação:  0,82%

Previsão anual

No acumulado de 12 meses, a inflação tem alta de 4,44%. Em janeiro, o índice apresentou alta de 0,33%, contra alta de 0,16% no mesmo mês de 2025. 

Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 3,97%. O governo espera um índice de 3,6%.

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