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Brasil

Habitação e alimentos: saiba quem são os "vilões" da inflação em setembro

Em agosto, índice geral havia recuado 0,32% com o impacto do Bônus de Itaipu na conta de energia elétrica. Dados foram divulgados pelo IBGE

09/10/2026 10:40
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,82% em setembro deste ano, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Todos os nove grupos grupos pesquisados registraram elevação. O índice foi puxado, principalmente por habitação e transportes. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9/10).

No acumulado de 12 meses, a inflação tem alta de 4,58%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a setembro do IPCA, a elevação corresponde a 3,95%.

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Em setembro, a maior variação e impacto partiram do grupo habitação, que avançou 2,31%. “Vilão” do mês, o setor respondeu por 0,35 ponto percentual da inflação de todo o período. O segundo grupo de maior relevância é transportes, com alta de 0,89%, e impacto de 0,18 ponto percentual (p.p.).

O IBGE pesquisa a inflação dividida em nove grupos distintos. O peso para cada grupo no IPCA é diferente, pois o instituto considera que alguns itens representam partes maiores nos orçamentos familiares.

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O terceiro motor da inflação de setembro foram os alimentos, com alta de 0,83% e participação de 0,18 p.p. no índice.

Dentro da habitação, o principal impacto veio da energia elétrica residencial. O item aumentou 7,98% no mês. A alta na conta de energia foi motivada pelo fim do Bônus de Itaipu. O desconto ocorreu em julho e agosto após resultado positivo da chamada Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu, mecanismo que reúne receitas e custos da operação da hidrelétrica.

Em relação aos transportes, o principal ponto foram as passagens aéreas que tiveram aumento de 9,66%. Os combustíveis também subiram, com índice de 1,41%. Veja as altas:

  • etanol: 3,16%;
  • óleo diesel: 1,69%;
  • gasolina: 1,21%; e
  • gás veicular: 0,10%.

O avanço em alimentação, com patamar de 0,83%, representou o terceiro maior impacto em setembro, com participação de 0,18 ponto percentual. O destaque foi o subgrupo alimentação no domicílio, com aumento de 0,96%.

Veja as principais altas:

  • tomate (37,76%);
  • batata-inglesa (24,07%);
  • cebola (10,14%);
  • arroz (4,56%); e
  • carnes (0,63%).

Mesmo com o resultado positivo no subgrupo, houve quedas, casos de: frango inteiro (-1,96%), frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).

Veja a variação do IPCA por grupos:

  • Alimentação e bebidas: 0,83%;
  • Habitação: 2,31%;
  • Artigos de residência: 0,27%;
  • Vestuário: 0,71%;
  • Transportes: 0,89%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,08%;
  • Despesas pessoais: 0,26%;
  • Educação: 0,04%;
  • Comunicação: 0,64%.