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Brasil

Prévia da inflação: Após recuo, IPCA-15 acelera 0,70% em setembro

No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 4,47%, ante os 4,24% observados nos 12 meses imediatamente anteriores

25/09/2026 09:04, atualizado 25/09/2026 09:26
Getty Images
Imagem colorida de consumidor com cupom fiscal no supermercado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, aponta que os preços de bens e serviços subiram 0,70% em setembro, no mês anterior, o índice havia sido de -0,40%.

Os dados referentes ao IPCA-15 foram divulgados nesta sexta-feira (25/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 4,47%, índice maior do que os 4,24% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em relação a setembro de 2025, o IPCA-15 foi de 0,48%.

A maior variação e o maior impacto positivo vieram do grupo Habitação, influenciado pela energia elétrica residencial, que, após a queda de 6,25% em agosto, subiu 7,42% em setembro, com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior.

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O mês de setembro continua com bandeira tarifária amarela, adicionando R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.


O IPCA-15

  • O IPCA-15 difere do IPCA, que mede a inflação oficial do país, na abrangência geográfica e no período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior. Por essa razão, ele funciona como prévia do IPCA;
  • O indicador coleta dados sobre as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Ele abrange Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia;
  • A próxima divulgação será no dia 23 de outubro.

Principais altas no IPCA-15

Além da conta de luz, o resultado do mês também foi influenciado pelo grupo Transportes, com alta de 9,82% nas passagens aéreas. 

Com relação aos combustíveis, segundo o IBGE, houve alta de 0,30% na gasolina, enquanto o óleo diesel e o etanol apresentaram queda de 0,78% e 0,22%, respectivamente.

Além disso, no grupo Despesas pessoais, o cigarro  teve aumento de 14,00%, a partir de 1° de agosto, podendo refletir a elevação da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre o item para compensar parte das medidas anunciadas para amortecer os choques de preço dos combustíveis.

Alimentação

De acordo com o IBGE, a alimentação no domicílio registrou variação de 0,38% em setembro, após recuar 0,97% no mês anterior.

Veja variação no preço dos alimentos: 

  • Tomate, com alta de 20,76%;
  • Arroz, com alta de 2,39%;
  • Carnes, com alta de 1,30%;
  • Feijão carioca, com queda de 6,33%;
  • Cebola, com queda de 4,41%;
  • Café moído, com queda de 1,36%.

Já a alimentação fora do domicílio teve avanço de 0,44%, e a refeição passou de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro, enquanto o lanche desacelerou em relação ao mês anterior, de 0,75% para 0,44%.

Variação por cada grupo em setembro

Alimentação e bebidas: 0,40%;
Habitação: 2,07%;
Artigos de residência: 0,55%;
Vestuário: 0,41%;
Transportes: 0,60%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,13%;
Despesas pessoais: 0,96%;
Educação: 0,03%;
Comunicação: 0,54%.