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Brasil

RS: trabalhadores de pedreira recebiam pedras de crack como pagamento

Homens foram resgatados de trabalho análogo a escravidão em pedreira clandestina. Polícia investiga tráfico de drogas

16/04/2024 10:32, atualizado 16/04/2024 14:30
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RBS TV/Reprodução
Imagem colorida das mãos de um dos trabalhadores resgatados em pedreira clandestina. Ele e outros três homens recebiam pedras de crack por trabalho em pedreira de Taquara (RS) - Metrópoles

Três pessoas foram resgatadas de trabalho análogo a escravidão em uma pedreira clandestina em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). De acordo com a polícia civil, os homens recebiam pedras de crack como forma de pagamento. As informações são do g1.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Valeriano Garcia Neto, eles “estavam em condições desumanas e degradantes, desatendendo as questões sanitária, tributária, fiscal, criminal e ambiental”.

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Alojamento improvisado em que trabalhadores residiam na pedreira clandestina, em Taquara (RS), de acordo com a Polícia Civil
Homem preso por suspeita de recrutar pessoal para trabalho em pedreira na cidade de Taquara (RS)
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Homem preso por suspeita de recrutar pessoal para trabalho em pedreira na cidade de Taquara (RS)

Alojamento improvisado em que trabalhadores residiam na pedreira clandestina, em Taquara (RS), de acordo com a Polícia Civil
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Alojamento improvisado em que trabalhadores residiam na pedreira clandestina, em Taquara (RS), de acordo com a Polícia Civil

Além do resgate dos três trabalhadores, cinco pessoas foram detidas durante a operação, entre elas, um dos homens responsáveis pelo recrutamento dos “funcionários”. À RBS TV, o recrutador negou que aquelas pessoas fossem exploradas e que elas recebiam R$100 por dia pelo trabalho prestado. Ao ser questionado se os trabalhadores tinham carteira assinada, o homem permaneceu em silêncio. 

A polícia ainda investiga se a pedreira clandestina era usada para tráfico de drogas. “A investigação aponta para tráfico de drogas e trabalho análogo ao de escravidão, que tinha contrapartida mediante entrega de pedras de crack para usuários que permanecem aqui”, afirmou Garcia Neto. 

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