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Brasil

RS: policial e psicóloga são suspeitas de tráfico em presídio feminino

Operação Julietta II apura facilitação de entrada de ilícitos na Penitenciária Feminina de Guaíba. Esquema era chefiado por detenta

03/11/2025 15:01, atualizado 03/11/2025 17:28
Divulgação/MPRS
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Uma policial penal e uma psicóloga da Polícia Penal do Rio Grande do Sul foram alvos da Operação Julietta II, deflagrada pelo Ministério Público (MPRS) na manhã desta segunda-feira (3/11). As duas são suspeitas de facilitar a entrada de drogas, celulares e outros itens ilícitos na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre.

A investigação teve início em junho de 2024 e apura a atuação de um grupo composto por 13 pessoas. De acordo com o MPRS, foi identificado um esquema que “promovia a entrada de celulares, drogas como cocaína e maconha, e outros itens proibidos, mediante corrupção de servidoras públicas”. A organização criminosa era chefiada por uma detenta que comandava as ações de dentro do próprio presídio.

A Operação Julietta II é uma continuidade da primeira fase, deflagrada em setembro de 2024, quando a apenada apontada como líder do esquema já havia sido alvo das autoridades.

Confira imagens da operação:

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Segundo o MPRS, “os pagamentos eram realizados em dinheiro, via Pix para contas de terceiros, e por meio de benefícios indiretos, entre eles consertos de veículos, pagamento de franquia de escola de idiomas de uma das agentes públicas e serviços pessoais”.

A detenta investigada movimentou mais de R$ 1 milhão de dentro da unidade prisional. Para ocultar a origem dos valores, o grupo utilizava familiares e pessoas de confiança. A quadrilha ainda mantinha empresas de fachada, realizava depósitos sem identificação e adquiria bens de alto valor, como carros e motocicletas.

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Mandados de busca e apreensão

A policial penal está afastada das funções desde 2024. Ela e a psicóloga são investigadas pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção ativa e passiva, prevaricação, favorecimento real, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Durante a operação desta segunda-feira, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Alvorada e São Leopoldo. Também foram realizadas revistas no presídio feminino em Guaíba, com apoio do Grupo de Ações Especiais (GAES) e da Corregedoria da Polícia Penal. Um carro e uma motocicleta foram sequestrados.

Em nota ao Metrópoles, a Polícia Penal do RS informou que não deve divulgar informações sobre a policial ou sobre a psicóloga devido ao “sigilo das informações durante o período das investigações”.