RS: delegado diz que médico abusador sexual fez “enxurrada de vítimas”

Segundo a Polícia Civil, o médico, de 55 anos, é investigado por importunação e violação sexual mediante fraude contra mais de 30 vítimas

atualizado

metropoles.com

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Divulgação/ Polícia Civil
Médico é preso por importunação sexual contra mais de 30 pacientes
1 de 1 Médico é preso por importunação sexual contra mais de 30 pacientes - Foto: Divulgação/ Polícia Civil

O médico Daniel Kollet, de 55 anos, preso nessa segunda-feira (30/3), suspeito de crimes sexuais em Taquara (RS), fez uma “enxurrada de vítimas”. A afirmação é do delegado Valeriano Garcia Neto, responsável pelo caso, ao Metrópoles.

Segundo a Polícia Civil, o homem é investigado por importunação e violação sexual mediante fraude contra mais de 30 vítimas.

Os crimes teriam ocorrido, em sua maioria, dentro do consultório do médico, na região central de Taquara, durante atendimentos de rotina. O homem aproveitava o momento em que as vítimas estavam nuas e se aproximava delas para abraçar, beijar e acariciar.

“As vítimas ficavam em estado de choque e sem reação. Ressalta-se que pelo menos três delas, com idades entre 30 e 42 anos, prestaram depoimento, e os relatos são semelhantes e coesos entre si, demonstrando o modus operandi do médico”, detalhou o delegado.

Em um dos depoimentos, uma paciente, que não foi identificada, afirmou que iniciou o acompanhamento com o médico em 2024. Na primeira consulta, ela estranhou o comportamento considerado excessivamente carinhoso.

Médium?

Durante o atendimento, o profissional teria tocado as partes íntimas do seu corpo sem justificativa médica e a abraçado de forma inadequada, alegando que era médium e passaria boa energia.

Ao realizar exames no consultório, o médico a orientou a retirar as roupas e, após o procedimento, enquanto se vestia, ele teria se aproximado por trás e tocado em seus seios.

Investigação

De acordo com a Polícia Civil, as investigações prosseguem no sentido de identificar mais vítimas. “Após as formalidades, o preso será encaminhada ao sistema prisional onde ficará à disposição da Justiça”, informou a corporação.

Em nota enviado ao Metrópoles, o Conselho Nacional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul informou que “tomou conhecimento dos fatos, e medidas administrativas já foram tomadas para investigação do caso. A situação é grave e deve ser apurada com rigor. Se comprovada a denúncia, todas as ações necessárias serão tomadas para punir os responsáveis”.

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