Roubos de falsos entregadores são comandados por facções, diz delegado

Segundo delegado, além do roubo do celular em si, práticas criminosas levam a outros prejuízos, como o uso de dados

atualizado 10/05/2022 21:01

Arquivo Pessoal

São Paulo – Gustavo Mesquita, atual presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária (ADPJ) e da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP), afirmou que os recorrentes crimes de falsos entregadores estão diretamente ligados às organizações criminosas que atuam no estado.

Em entrevista ao Metrópoles, ele analisou que os assaltos têm interesses que extrapolam o roubo e a venda de celulares – e se estendem ao universo digital.

“Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que hoje não há um crime que ocorra no estado de São Paulo em que não exista o envolvimento direto ou indireto das organizações criminosas que atuam por aqui”, pontuou.

O delegado explicou que o envolvimento do crime organizado nos roubos praticados por pessoas que se passam por entregadores de apps pode ser identificado como uma ação direta, com o envolvimento de pessoas de dentro da organização, ou como uma ação indireta.

“As organizações contribuem no envolvimento indireto, com as armas utilizadas, que são todas monopolizadas pelo crime organizado, ou quando um individuo furta ou rouba um celular e fornece esse aparelho para receptadores ligados aos grupos”, afirmou.

“Existe toda uma rede de práticas criminosas que envolvem o celular, desde a venda do aparelho físico até a utilização dos dados bancários, para saques e aberturas de contas de laranjas, depois utilizadas para fraudes e golpes”, disse.

As possibilidades de atuação, segundo Gustavo Mesquita, vão desde o “phishing”, que é a obtenção de dados e senhas por meio de uma engenharia social, até modalidades como o sequestro de redes sociais, a exemplo do WhatsApp.

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