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A Rodrimar, empresa investigada na Lava Jato, teve dois certificados de segurança internacional cassados pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos). A decisão foi publicada nesta segunda-feira (2/4) no Diário Oficial da União (DOU). A empresa é suspeita de ser beneficiada por um decreto do presidente Michel Temer (MDB).

A decisão afeta dois terminais do grupo localizados no Porto de Santos (SP): Saboó e Macuco. As informações são do jornal Bom Dia Brasil, da TV Globo.

Sem o certificado de segurança, eles devem deixar de receber cargas de embarcações internacionais, prejudicando os negócios. Isso porque existe uma lista da ONU que recomenda, ou não, o uso de terminais. Com isso, os navios vindos de fora do país já podem se negar a atracar nos da Rodrimar.

A suspensão é resultado de uma vistoria feita em 2016, quando foram identificadas falhas nas operações de segurança do grupo.

Operação Skala
Na última sexta-feira (29/3), a Polícia Federal prendeu o dono da Rodrimar, Antonio Celso Grecco, sob suspeita de ter pagado propina para ser beneficiado pelo presidente Michel Temer por meio do Decreto dos Portos.

Além de Grecco, dois amigos pessoais do emedebista foram detidos: José Yunes e João Baptista Lima. Ambos foram beneficiados com habeas corpus. O dono da Rodrimar teve o pedido de liberdade negado.

Em nota, a empresa admite que atuou politicamente na construção do texto, mas nega ter pago propina ou ter sido beneficiada pela medida. “Dirigentes da Rodrimar atuaram, sim, como representantes e parceiros das entidades setoriais no sentido de construir o texto do decreto. Todas as empresas que atuam nos portos brasileiros participaram desses esforços. Isso não é segredo algum. Nunca foi”, diz o texto.

 

 

 

 

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