RJ: representante do Ministério da Saúde anuncia abertura de 50 leitos

Câmara de vereadores e Alerj debateram falta de leitos com superintendente do órgão no Rio. Parlamentares dizem haver déficit de 142 leitos

atualizado 16/04/2021 19:58

Audiência pública conjunta de vereadores e deputados do Rio sobre a abertura de leitosDivulgação - Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – O superintendente estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, George Divério, anunciou a abertura de 50 leitos para o tratamento de Covid-19, com o apoio da iniciativa privada, sendo 30 de enfermaria e 20 de UTI, no Hospital da Lagoa, zona sul, a partir da próxima segunda-feira (19/4).

O anúncio foi feito durante audiência pública conjunta realizada pelas comissões de Saúde da Câmara de Vereadores e Assembleia Legislativa (Alerj) sobre ampliação de leitos e falta de funcionários na rede pública.

“Há muita dificuldade em contratar profissionais temporários. Muitos que se apresentam não querem trabalhar diretamente com a Covid. Outros profissionais em exercício não cumprem o horário de trabalho de maneira correta”, declarou Divério. Segundo ele, há 292 leitos disponíveis na rede federal para atender às vítimas da pandemia.

Além dos parlamentares, a reunião, por viodeoconferência, contou com a participação dos secretários de Saúde do estado, Carlos Alberto Chaves, e do município, Daniel Soranz. De acordo com o vereador Paulo Pinheiro, do PSol, dados do Censo Hospitalar indicam que existem hoje 773 leitos fechados em nove hospitais federais.

Deste total, 60% estão fechados por falta de funcionários, como 142 leitos fechados no Hospital Federal dos Servidores do Estado; 109, no Hospital Federal da Lagoa; e 59 no Hospital Federal de Ipanema.

“A situação é grave. Temos pouca testagem, falta de leitos. Se fosse um país, a cidade estaria no ranking das maiores taxas de mortalidade do mundo”, alertou Pinheiro.

Já a deputada Martha Rocha (PDT) ressaltou que houve um descumprimento da portaria ministerial que autorizou, em maio do ano passado, a contratação de mais de 5 mil trabalhadores para o atendimento temporário. “Outras estratégias poderiam ter sido utilizadas pela pasta para a ampliação do número de servidores no combate à Covid-19”, afirmou.

Alta taxa de ocupação

De acordo com Daniel Soraz, há 69 pessoas aguardando leitos no município, com 1.408 pacientes internados e uma taxa de ocupação de 72%. Somente no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no tratamento à Covid-19, a taxa de ocupação é de 85%, com 420 leitos e 356 pacientes.

Na capital, foram vacinadas 1.183.704 pessoas com a primeira dose, o que corresponde a 17,5% da população carioca. “Até o fim de abril, serão vacinados todos os idosos com mais de 60 anos e os próximos serão pessoas com comorbidade e deficiência e profissionais das áreas da educação e da segurança”, garantiu.

0

Últimas notícias