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Brasil

RJ: ônibus queimados seriam disfarce para Zinho fugir, diz polícia

Milicianos queimaram 35 ônibus após um sobrinho de Zinho ser morto pela polícia, que também estava atrás do líder

25/10/2023 06:53, atualizado 25/10/2023 10:29
Reprodução
Imagem colorida do miliciano Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho

Foram 35 ônibus e um trem queimados no Rio de Janeiro na última segunda-feira (23/10). Agora, as investigações das autoridades se concentram na figura do miliciano Zinho, que teria fugido. A hipótese é de que o incêndio dos veículos tenha sido apenas uma cortina de fumaça para facilitar a fuga do criminoso.

Há, ainda, a suposição de que o miliciano Pipito tenha assumido a liderança do Bonde do Zinho, e que tenha sido ele quem ordenou os incêndios.

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Acontece que, segundo a polícia, Zinho estava na mesma região onde seu sobrinho, Faustão, morreu durante uma operação que resultou em uma troca de tiros com a polícia. Os agentes teriam ouvido por transmissão via rádio um comando de que Zinho, que é conhecido dentro do próprio bonde como Zero, fosse protegido.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, falou que a reação das milícias ao trabalho policial no Rio de Janeiro é “muito grave”. “Situação muito grave, facções criminosas desafiando o Estado Democrático de Direito, é uma clara ameaça à autoridade do Estado, uma situação inaceitável”, disse.

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Relembre os possíveis envolvidos

  • Faustão: sobrinho de Zinho, morto na segunda-feira (23/10). Apelido do miliciano Matheus da Silva Rezende;
  • Zinho: líder do Bonde do Zinho até então. Apelido do miliciano Luís Antônio da Silva Braga;
  • Pipito: possível novo líder do Bonde do Zinho. Apelido do miliciano Rui Paulo Gonçalves Estevão;
  • Tandera: outro criminoso caçado e com possível envolvimento na queima de ônibus. Apelido de Danilo Dias Lima;
  • Abelha: traficante e com possível envolvimento na queima de ônibus. Apelido de Wilton Carlos Rabello Quintanilha;
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Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho
Wilton Carlos Rebelo Quintanilha, o Abelha
Abelha tem alto poder de decisão no Comando Vermelho e é apontado como "presidente" da facção
Abelha é apontado como responsável pelo "tribunal do crime" que executou suspeitos pela morte de médicos no Rio de Janeiro
Pipito, de 32 anos, miliciano e novo comandante do Bonde do Zinho
Matheus, mais conhecido como Faustão, era o segundo na hierarquia da milícia
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Matheus, mais conhecido como Faustão, era o segundo na hierarquia da milícia

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Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho
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Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho

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Wilton Carlos Rebelo Quintanilha, o Abelha
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Wilton Carlos Rebelo Quintanilha, o Abelha

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Abelha tem alto poder de decisão no Comando Vermelho e é apontado como "presidente" da facção
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Abelha tem alto poder de decisão no Comando Vermelho e é apontado como "presidente" da facção

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Abelha é apontado como responsável pelo "tribunal do crime" que executou suspeitos pela morte de médicos no Rio de Janeiro
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Pipito, de 32 anos, miliciano e novo comandante do Bonde do Zinho
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Pipito, de 32 anos, miliciano e novo comandante do Bonde do Zinho

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Danilo Dias Lima, o miliciano Tandera
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Danilo Dias Lima, o miliciano Tandera

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Tandera disputa liderança por território após morte de Ecko
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Tandera disputa liderança por território após morte de Ecko

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Nome de miliciano Tandera é pichado em clube no Complexo do Salgueiro
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Nome de miliciano Tandera é pichado em clube no Complexo do Salgueiro

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O Disque-Denúncia oferece recompensa para informações que levem à prisão de Tandera (esqueda) e Zinho
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O Disque-Denúncia oferece recompensa para informações que levem à prisão de Tandera (esqueda) e Zinho

Sobrinho de miliciano morto e ônibus queimados

Matheus da Silva Rezende, mais conhecido como “Faustão” ou “Teteu”, era sobrinho do miliciano Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”. Faustão morreu durante confronto com policiais na comunidade de Três Pontes, em Santa Cruz, também na zona oeste da cidade.

De acordo com apurações do Metrópoles com fontes de inteligência e com o histórico de investigações oficiais, Zinho lidera a milícia tem o apelido dele no nome, o Bonde do Zinho. A origem do grupo se deu após um processo que envolve a participação de familiares e trocas de comando em regiões dominadas pela milícia.

Conforme o sindicato das empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro, a Rio Ônibus, essa segunda foi o dia com maior número de veículos destruídos da história da capital. A entidade estima que o prejuízo do ataque aos coletivos possa chegar a R$ 35 milhões.

Na segunda, o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), confirmou a prisão de 12 criminosos suspeitos de atear fogo nos ônibus. “Eles já estão presos por ações terroristas e, como terroristas, estarão sendo encaminhados para presídios federais”, explicou o governador.