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Saiba mais sobre a milícia envolvida em ataques a ônibus no Rio

O tio de Matheus da Silva Rezende comanda a milícia Bonde do Zinho. O grupo é conhecido pela atuação na Zona Oeste do Rio

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Foto colorida de BRT pegando fogo no Rio de Janeiro Bonde do Zinho - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de BRT pegando fogo no Rio de Janeiro Bonde do Zinho - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes

O Rio de Janeiro teve uma tarde de terror nesta segunda-feira (23/10), após o sobrinho de um miliciano carioca ser morto em um confronto com a polícia. Trata-se de Matheus da Silva Rezende, ligado ao miliciano Luís Antônio da Silva Braga, mais conhecido como “Zinho”.

Segundo a polícia, o sobrinho de Zinho, apelidado de Teteu e Faustão, era apontado como segundo na hierarquia da milícia Bonde do Zinho. Até o momento, 35 ônibus foram incendiados no Rio de Janeiro como represália à morte do miliciano.

De acordo com apurações do Metrópoles com fontes de inteligência e com o histórico de investigações oficiais, Zinho lidera a milícia tem o apelido dele no nome, o Bonde do Zinho. A origem do grupo se deu após um processo que envolve a participação de familiares e trocas de comando em regiões dominadas pela milícia.

Há uma relação do Bonde do Zinho com a extinta Liga da Justiça, milícia que comandava a Zona Oeste, criada na década de 1990 pelo ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho.

O grupo que viria a se tornar o Bonde do Zinho chegou ao comando de Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes. Após a execução dele, porém, o comando se transferiu a Wellington da Silva Braga, o Ecko. Ambos eram irmãos de Zinho.

Zinho ascendeu à chefia da milícia após a morte do irmão Wellington, em junho de 2021. O então líder do grupo morreu durante operação da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIm).

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Expansão

O miliciano Ecko, irmão de Zinho, atuou para expandir a milícia. Sob seu comando, o grupo dominou a Zona Oeste de forma extremamente bem-sucedida, do ponto de vista da criminalidade. A milícia passou a ser conhecida como Bonde do Ecko. Com a substituição no comando, a milícia se tornou o Bonde do Zinho.

A atuação dos milicianos se dava principalmente com base na proibição do tráfico, segurança armada e cobrança de percentual para botijão de gás e luz e serviço de vans. Além disso, passou a dominar a prestação de serviço de TV a cabo e internet.

As ações ainda avançaram à exploração de areia na Baixada, e criando empresas de terraplenagem, entrando no serviço de construção.

Após a morte de Ecko, porém, os antigos aliados passaram a disputar o comando da milícia na Zona Oeste. A disputa passou a envolver outros grupos paramilitares. Entrou em cena na disputa também o Comando Vermelho, que aproveitou a fragilidade e a fragmentação para também roubar territórios.

Terror

Diante da morte do sobrinho do miliciano, uma onda de terror tomou conta do Rio de Janeiro. Até o momento, pelo menos 35 ônibus foram incendiados na zona oeste do Rio. Além disso, existem relatos de outros veículos destruídos pelas chamas e vias interditadas.

A Prefeitura do Rio de Janeiro entrou em estágio de “mobilização”, segundo nível em uma escala de cinco, que significa que há ocorrências de alta impacto na cidade.

Segundo o governo municipal, a ação criminosa tem provocado reflexos nos bairros de Guaratiba, Inhoaíba, Paciência, Cosmos, Santa Cruz e Magarça.

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