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Brasil

RJ: número de morte de idosos vacinados dobra em seis semanas

Pessoas com 60 anos ou mais voltaram a representar mais da metade dos internados por Covid na capital; variante Delta é um dos fatores

24/08/2021 12:59
Divulgação
RJ: número de morte de idosos vacinados dobra em seis semanas

Rio de Janeiro – O indicador de óbitos entre os idosos vacinados com duas doses de imunizantes contra a Covid-19 dobrou em um intervalo de seis semanas, acendendo a luz de alerta entre as autoridades sanitárias do estado do Rio. O número de mortes neste grupo saltou de 42 para 83, um aumento de 97%, entre a semana epidemiológica 24, de 13 a 19 de junho, e a semana epidemiológica 30, de 25 a 31 de julho, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A escalada da pandemia confirma previsões de cientistas da Fiocruz, que projetaram, no início do mês, uma alta drástica de hospitalizações e mortes por Covid-19 no Rio de Janeiro, sobretudo entre idosos. Ao Extra, o pesquisador Leonardo Bastos, um dos realizadores das análises, atribuiu a nova situação epidemiológica ao recente crescimento nos níveis de transmissão da doença no estado, impulsionado pela variante Delta.

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Maria Perpétua Silvestrin, 72, no posto de vacinação da Asa Norte
Vacinação contra a Covid-19
José Lincoln de Brito: "Nós todos estamos ansiosos para tomar logo a dose"
Vacinação de idosos na cidade do Rio de Janeiro
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Vacinação de idosos na cidade do Rio de Janeiro

Aline Massuca/Metrópoles
Maria Perpétua Silvestrin, 72, no posto de vacinação da Asa Norte
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Maria Perpétua Silvestrin, 72, no posto de vacinação da Asa Norte

Hugo Barreto/Metrópoles
Vacinação contra a Covid-19
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Vacinação contra a Covid-19

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
José Lincoln de Brito: "Nós todos estamos ansiosos para tomar logo a dose"
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José Lincoln de Brito: "Nós todos estamos ansiosos para tomar logo a dose"

Hugo Barreto/Metrópoles

Na avaliação de Bastos, os números reforçam a necessidade da terceira dose da vacina em idosos, mas a imunização não é a única medida necessária para a prevenção de uma tragédia. “Os dados podem se dever a uma conjunção de fatores, entre eles a imunossenescência (perda de imunidade decorrente do envelhecimento) dos mais idosos e a própria variante Delta. O vírus continua encontrando os mais velhos, em quem a vacina, por outro lado, pode não ser mais tão efetiva quanto antes” diz o especialista.

Para o cientista, a preocupação é válida em todo território brasileiro. “O Rio é amplamente conectado ao resto do país, então o alerta é para todo o Brasil. Se nada for feito, o que se vê agora no Rio vai acontecer em outros lugares, penalizando sobretudo os mais idosos, que são mais vulneráveis e sentem os efeitos da pandemia antes das demais faixas etárias.”

Outro indicador que chama a atenção negativamente é o retorno, desde o fim de abril, das pessoas com 60 anos ou mais representando mais da metade dos internados por Covid-19 na capital. Naquele mês, por efeito da vacinação, o número de hospitalizações nessa faixa etária iniciou uma tendência de queda e alcançou no fim de junho a menor proporção do total de internados em toda a pandemia (31%).

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Diante do novo cenário, a cidade do Rio começa no mês que vem a aplicação da terceira dose da vacina em idosos. Por outro lado, os gestores resistem a tomar uma atitude que, segundo especialistas, pode ajudar a salvar vidas: o controle do contágio por meio de restrições.

Em debate realizado pela Fecomércio-RJ nesta segunda-feira (23/8), ao lado do governador Cláudio Castro, o prefeito Eduardo Paes voltou a dizer que pode endurecer as restrições atuais caso a situação epidemiológica da cidade tenha mudanças drásticas, mas que não vê espaço, por enquanto, para medidas “excessivamente restritivas”, e que as ações dos gestores “precisam ser terapêuticas” neste momento.