RJ conhece campeã do Carnaval nesta terça-feira. Grande Rio é favorita

Acadêmicos do Grande Rio, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, é a favorita ao prêmio, que será histórico. Apuração começa às 16h

atualizado

metropoles.com

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Foto: Fabio Motta/Riotur
Acadêmicos do Grande Rio
1 de 1 Acadêmicos do Grande Rio - Foto: Foto: Fabio Motta/Riotur

Rio de Janeiro – Ao longo de duas noites, 12 agremiações do Grupo Especial passaram pela Marquês de Sapucaí e animaram o público, que estava saudoso do Carnaval. Nesta terça-feira (26/4), membros das escolas retornam à avenida para a apuração dos votos, a partir das 16h.

A Acadêmicos do Grande Rio, a penúltima a desfilar no segundo dia do evento, no sábado (23/4), é cotada como favorita ao prêmio. Apesar de ter chegado diversas vezes em segundo lugar, inclusive em 2020, o grupo de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, nunca recebeu o título.

Com o samba enredo “Fala, Majeté! As sete chaves de Exu”, a tricolor fez um desfile luxuoso e sem a série de erros cometidos por muitas das que passaram pelo sambódromo. Ao desmistificar o orixá Exu, ganhou o público e trouxe o combate à intolerância religiosa à tona.

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A tricolor de Duque de Caxias era uma das favoritas ao título de campeã no ano passado
Agremiação levou o combate à intolerância religiosa para a avenida
Grande Rio era uma das favoritas para levar o Carnaval do Rio de Janeiro em 2022. Na ocasião, a escola foi campeã pela primeira vez
Acadêmicos do Grande Rio levou o orixá Exu como personagem principal em 2022
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Acadêmicos do Grande Rio levou o orixá Exu como personagem principal em 2022

Foto: Fabio Motta/Prefeitura do Rio
A tricolor de Duque de Caxias era uma das favoritas ao título de campeã no ano passado
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A tricolor de Duque de Caxias era uma das favoritas ao título de campeã no ano passado

Foto: Fabio Motta/Prefeitura do Rio
Agremiação levou o combate à intolerância religiosa para a avenida
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Agremiação levou o combate à intolerância religiosa para a avenida

Foto: Fabio Motta/Prefeitura do Rio
Grande Rio era uma das favoritas para levar o Carnaval do Rio de Janeiro em 2022. Na ocasião, a escola foi campeã pela primeira vez
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Grande Rio era uma das favoritas para levar o Carnaval do Rio de Janeiro em 2022. Na ocasião, a escola foi campeã pela primeira vez

Adriana Cruz/Metrópoles

“É um samba que fala sobre potência, sobre comunicação, sobre a gente tirar os conceitos que temos na cabeça sobre determinadas coisas, abrir o coração, abrir as mentes, para abrir os caminhos em volta. É muito lindo”, disse a rainha de bateria Paolla Oliveira, que fez as vezes de Pomba Gira, uma representação feminina de Exu.

Para o carnavalesco Gabriel Haddad, sua missão se cumpriu: “A vibração dos componentes foi muito intensa. Foi um desfile com uma energia maravilhosa, fantasias bem feitas, alegorias com acabamento bem rigoroso”, disse ao Metrópoles. “Eu e meu parceiro de trabalho Leonardo Bora preparamos tudo para levar emoção ao público e a quem estivesse desfilando. Acho que é nosso ponto forte. Fizemos um grande desfile, já coroado pela comunidade de Caxias.”

Falhas nos desfiles

Na primeira noite do grupo especial na Sapucaí, na sexta-feira (22/4), a São Clemente trouxe uma homenagem ao humorista Paulo Gustavo, uma das vítimas da Covid-19. A agremiação enfrentou problemas com a altura dos carros e alguns foram danificados pelo viaduto 31 de Março, nas proximidades da Sapucaí. Além disso, integrantes precisaram subir por escada nas alegorias, para não atrasar mais a apresentação.

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Thales Bretas, marido de Paulo Gustavo, durante o desfile
Dona Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, participou do desfile da São Clemente em 2022
Em meio ao desfile, o carro das sereias, que seria conectado em três partes, atrasou a entrada na Sapucaí, devido ao tamanho do veículo e à dificuldade de deslocamento
São Clemente apresentou o samba enredo "Minha Vida É Uma Peça", em homenagem a Paulo Gustavo
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São Clemente apresentou o samba enredo "Minha Vida É Uma Peça", em homenagem a Paulo Gustavo

Foto: Douglas Shineidr/Riotur
Thales Bretas, marido de Paulo Gustavo, durante o desfile
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Thales Bretas, marido de Paulo Gustavo, durante o desfile

Foto: Douglas Shineidr/Riotur
Dona Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, participou do desfile da São Clemente em 2022
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Dona Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, participou do desfile da São Clemente em 2022

Foto: Douglas Shineidr/Riotur
Em meio ao desfile, o carro das sereias, que seria conectado em três partes, atrasou a entrada na Sapucaí, devido ao tamanho do veículo e à dificuldade de deslocamento
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Em meio ao desfile, o carro das sereias, que seria conectado em três partes, atrasou a entrada na Sapucaí, devido ao tamanho do veículo e à dificuldade de deslocamento

Foto: Douglas Shineidr/Riotur

A Beija-Flor de Nilópolis também enfrentou problemas similares. Apesar de não ter danificado os carros, a escola sofreu um grande atraso por depender do Carvalhão, uma empresa de guinchos, para colocar integrantes em cima de uma das alegorias, o que provocou um grande buraco na Sapucaí. A escola optou por deixar para trás algumas pessoas.

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Enredo mostrou contribuição dos povos africanos para a humanidade, apagada ao longo dos séculos
Escola fez um desfile luxuoso
Desfile fez uma relação entre os orixás africanos com artistas negros brasileiros como Aleijadinho, Rosana Paulino, Mestre Valentim e os irmãos Rebouças
Beija-Flor de Nilópolis enfrentou dificuldades para colocar componentes em carros alegóricos. Um grande buraco foi formado no início do desfile
Beija-flor de Nilópolis trouxe o enredo "Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor"
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Beija-flor de Nilópolis trouxe o enredo "Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor"

Reprodução
Enredo mostrou contribuição dos povos africanos para a humanidade, apagada ao longo dos séculos
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Enredo mostrou contribuição dos povos africanos para a humanidade, apagada ao longo dos séculos

Foto: Thiely Leoni/Redes sociais
Escola fez um desfile luxuoso
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Escola fez um desfile luxuoso

Foto: Thiely Leoni/Redes sociais
Desfile fez uma relação entre os orixás africanos com artistas negros brasileiros como Aleijadinho, Rosana Paulino, Mestre Valentim e os irmãos Rebouças
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Desfile fez uma relação entre os orixás africanos com artistas negros brasileiros como Aleijadinho, Rosana Paulino, Mestre Valentim e os irmãos Rebouças

Foto: Thiely Leoni/Redes sociais
Beija-Flor de Nilópolis enfrentou dificuldades para colocar componentes em carros alegóricos. Um grande buraco foi formado no início do desfile
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Beija-Flor de Nilópolis enfrentou dificuldades para colocar componentes em carros alegóricos. Um grande buraco foi formado no início do desfile

Giulia Ventura/Metrópoles

No segundo dia, a Paraíso do Tuiuti, que fez uma homenagem a personalidades pretas, com o enredo “Ka Ríba Tí Ÿe – Que Nossos Caminhos Se Abram”, já no início teve problemas com um de seus carros alegóricos, que ficou preso em uma árvore e atrasou a entrada.

Devido à demora para conseguir passar com a alegoria, um dos integrantes não entrou na Sapucaí e o espaço destinado a ele, na parte superior do carro, acabou vazio. Já dentro da avenida, membros conseguiram colocar o faltoso com ajuda de uma escada.

A escola estourou o tempo máximo do desfile em dois minutos e, por conta da correria para não perder mais pontos, imprensou uma idosa com seu último carro. Ela precisou ser levada ao hospital.

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Carro da Tuiuti ficou preso em árvore na hora do desfile e atrasou passagem da escola pela avenida
Escola fez uma homenagem a personalidades pretas
O samba enredo foi "Ka Ríba Tí Ÿe - Que Nossos Caminhos Se Abram"
Paraíso do Tuiuti entra com carro em homenagem ao personagem Pantera Negra
A Paraíso do Tuiuti enfrentou problemas e foi a única escola a ultrapassar o limite de tempo. Ela encerrou sua apresentação com 72 minutos, 2 a mais que o permitido
Paraíso do Tuiuti foi a primeira escola a desfilar no segundo dia do Grupo Especial
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Paraíso do Tuiuti foi a primeira escola a desfilar no segundo dia do Grupo Especial

Fotos: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio
Carro da Tuiuti ficou preso em árvore na hora do desfile e atrasou passagem da escola pela avenida
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Carro da Tuiuti ficou preso em árvore na hora do desfile e atrasou passagem da escola pela avenida

Fotos: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio
Escola fez uma homenagem a personalidades pretas
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Escola fez uma homenagem a personalidades pretas

Fotos: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio
O samba enredo foi "Ka Ríba Tí Ÿe - Que Nossos Caminhos Se Abram"
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O samba enredo foi "Ka Ríba Tí Ÿe - Que Nossos Caminhos Se Abram"

Fotos: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio
Paraíso do Tuiuti entra com carro em homenagem ao personagem Pantera Negra
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Paraíso do Tuiuti entra com carro em homenagem ao personagem Pantera Negra

Fábio Brisola/Metrópoles
A Paraíso do Tuiuti enfrentou problemas e foi a única escola a ultrapassar o limite de tempo. Ela encerrou sua apresentação com 72 minutos, 2 a mais que o permitido
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A Paraíso do Tuiuti enfrentou problemas e foi a única escola a ultrapassar o limite de tempo. Ela encerrou sua apresentação com 72 minutos, 2 a mais que o permitido

Metrópoles

Já na Portela, maior vencedora do Carnaval carioca, com 22 títulos, carros também acabaram danificados ainda no setor de armação. A agremiação de Madureira, na zona norte do Rio, entrou na avenida com um de seus carros alegóricos, o Força Africana, visivelmente quebrado e teve problemas na montagem de outros.

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A azul e branco é a maior vencedora do Carnaval carioca de todos os tempos
Tia Surica saiu no abre-alas da escola
Samba enredo retratou a simbologia dos baobás, árvores gigantes e milenares originárias da África
O segundo carro alegórico da Portela desfilou danificado. Escola teve dificuldades com alegorias
Carro alegórico da Portela
Portela teve falhas durante o desfile
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Portela teve falhas durante o desfile

Foto: Buda Mendes/Getty Images
A azul e branco é a maior vencedora do Carnaval carioca de todos os tempos
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A azul e branco é a maior vencedora do Carnaval carioca de todos os tempos

Tia Surica saiu no abre-alas da escola
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Tia Surica saiu no abre-alas da escola

Foto: Fabio Motta/Prefeitura do Rio
Samba enredo retratou a simbologia dos baobás, árvores gigantes e milenares originárias da África
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Samba enredo retratou a simbologia dos baobás, árvores gigantes e milenares originárias da África

Foto: Fabio Motta/Prefeitura do Rio
O segundo carro alegórico da Portela desfilou danificado. Escola teve dificuldades com alegorias
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O segundo carro alegórico da Portela desfilou danificado. Escola teve dificuldades com alegorias

Giulia Ventura/Metrópoles
Carro alegórico da Portela
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Carro alegórico da Portela

Metrópoles

A Mocidade Independente de Padre Miguel se atrasou para colocar integrantes em um de seus carros, o que provocou um buraco na avenida. Em outro momento, o carro abre-alas empacou e desacoplou no meio do desfile e precisou ser empurrado por vários integrantes. A verde e branco, que tem como um dos compositores do samba enredo Carlinho Brown, se afastou do título devido às várias falhas.

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A verde e branco contou com Carlinhos Brown no time de compositores do samba enredo
Samba enredo traz a história e a celebração da força que embala a comunidade
Falha na evolução causou um buraco no desfile
Carro da Mocidade precisou ser desacoplado no meio da avenida
A Mocidade Independente de Padre Miguel celebrou o orixá Oxóssi, com o enredo 'Batuque do Caçador'
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A Mocidade Independente de Padre Miguel celebrou o orixá Oxóssi, com o enredo 'Batuque do Caçador'

Foto: Fabio Motta/Prefeitura do Rio
A verde e branco contou com Carlinhos Brown no time de compositores do samba enredo
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A verde e branco contou com Carlinhos Brown no time de compositores do samba enredo

Foto: Fabio Motta/Prefeitura do Rio
Samba enredo traz a história e a celebração da força que embala a comunidade
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Samba enredo traz a história e a celebração da força que embala a comunidade

Foto: Fabio Motta/Prefeitura do Rio
Falha na evolução causou um buraco no desfile
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Falha na evolução causou um buraco no desfile

Reprodução/TV Globo
Carro da Mocidade precisou ser desacoplado no meio da avenida
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Carro da Mocidade precisou ser desacoplado no meio da avenida

Reprodução/TV Globo

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