RJ: caso de família em cárcere já havia sido denunciado há 2 anos

Investigação chegou a ser aberta, afirmam Polícia Civil e Ministério Público, mas não teve prosseguimento

atualizado

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PM resgata mãe e dois filhos em cárcere privado há 17 anos no Rio 1
1 de 1 PM resgata mãe e dois filhos em cárcere privado há 17 anos no Rio 1 - Foto: Reprodução/ PMERJ

O caso da mulher e dos dois filhos mantidos em cárcere privado pelo marido e pai das vítimas durante 17 anos, na zona oeste do Rio de Janeiro, já havia sido denunciado em 2020, confirmaram a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

A Polícia Civil e o MPRJ afirmam que abriram procedimentos para apurar a denúncia, mas o crime continuou a ser cometido durante mais de dois anos e só foi interrompido nessa sexta (29/7), com o resgate das vítimas e a prisão em flagrante do criminoso.

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O pedido de socorro veio através do buraco do portão
Luiz Antonio Santos Silva foi preso por manter a família em cárcere privado
As vítimas estavam amarradas e subnutridas. O acusado de cometer o crime seria o próprio pai dos jovens
As vítimas estavam presas em uma casa  residência na Rua Leonel Rocha, em Guaratiba, bairro da zona oeste do Rio
A Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima e encontrou uma mãe com seus dois filhos em cárcere privado
Casa onde a família era mantida em cárcere
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Casa onde a família era mantida em cárcere

Aline Massuca/ Metrópoles
O pedido de socorro veio através do buraco do portão
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O pedido de socorro veio através do buraco do portão

Aline Massuca/ Metrópoles
Luiz Antonio Santos Silva foi preso por manter a família em cárcere privado
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Luiz Antonio Santos Silva foi preso por manter a família em cárcere privado

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As vítimas estavam amarradas e subnutridas. O acusado de cometer o crime seria o próprio pai dos jovens
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As vítimas estavam amarradas e subnutridas. O acusado de cometer o crime seria o próprio pai dos jovens

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As vítimas estavam presas em uma casa  residência na Rua Leonel Rocha, em Guaratiba, bairro da zona oeste do Rio
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As vítimas estavam presas em uma casa residência na Rua Leonel Rocha, em Guaratiba, bairro da zona oeste do Rio

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A Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima e encontrou uma mãe com seus dois filhos em cárcere privado
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A Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima e encontrou uma mãe com seus dois filhos em cárcere privado

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Os três estavam em cárcere privado há 17 anos
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Os três estavam em cárcere privado há 17 anos

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A mulher e os dois filhos foram encontrados amarrados, sujos e desnutridos na casa do criminoso, no bairro de Guaratiba. Foi preciso chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), devido à gravidade do estado de saúde dos três.

Segundo a Polícia Civil, o caso está sendo apurado pela corregedoria da corporação. A primeira denúncia sobre o crime foi registrada na 43ª DP (Guaratiba) em 2020 e encaminhada à 36ª DP (Santa Cruz) para investigação. A polícia diz que, desde então, o inquérito foi enviado três vezes ao Ministério Público para providências, sendo a última em maio deste ano.

Já o Ministério Público afirma que o inquérito policial encontra-se na 36ª DP para cumprimento de diligências solicitadas pela promotoria. O MPRJ informou que o Conselho Tutelar soube da denúncia em março de 2020 e informou à Promotoria da Infância e Juventude que havia tomado todas as medidas para a interromper o cárcere privado, especialmente mediante a comunicação do crime ao 27º Batalhão da Polícia Militar e à Polícia Civil.

O Conselho Tutelar teria informado ao MPRJ, logo após, que toda a rede de proteção do município estava ciente e que havia proposto ação judicial para medidas complementares de proteção ao adolescente vítima do crime.

“Não houve nenhuma informação posterior enviada ao Ministério Público no sentido de que a violência não fora estancada, motivo pelo qual está sendo apurada a atuação posterior do Conselho do Tutelar e da rede de proteção”, afirma o Ministério Público.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, segundo o comando do 27º BPM, não foi localizado nenhum documento oficial sobre o caso em 2020.

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