RJ: após três meses internada, mulher encarcerada por médico tem alta

Mulher foi mantida em cárcere privado pelo seu médico. Ela estava internada por complicações de uma abdominoplastia

atualizado

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Arquivo pessoal
Daiana Cavalcanti
1 de 1 Daiana Cavalcanti - Foto: Arquivo pessoal

Daiana Cavalcanti, vítima de cárcere privado pelo médico Bolívar Guerrero, recebeu alta do hospital nesta segunda-feira (29/8), após três meses internada. Ela estava no Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, por complicações em um procedimento de abdominoplastia.

Bolívar foi preso dia 18 de junho pela Delegacia da Mulher de Duque de Caxias após a família de Daiana fazer um registro de ocorrência. A mulher tentou transferência de hospital por duas vezes, mas foi impedida pelo cirurgião plástico.

“Estou feliz por ter alta, mas ainda com receio por ter feridas abertas”, afirmou Daiana, na saída do hospital. “Vou voltar mais vezes ao hospital para avaliar como vai estar a recuperação. Não foi uma alta totalmente, porque tenho que fazer muitos procedimentos. Mas só de me liberarem e terem deixado eu ficar com meu filho, minha família, para mim está sendo uma alegria imensa. Vou ver meu filho depois de quatro meses”, completou, chorando muito.

No último dia 18, o Ministério Público denunciou Bolívar e a técnica de enfermagem Kellen Cristina de Queiroz dos Santos, que atuava como médica, sob suspeita de tentativa de homicídio qualificado contra a paciente.

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Daiana Cavalcanti (à esquerda) foi levada para uma churrascaria por técnica de enfermagem durante a internação
Daiana Chaves Cavalcanti, 36, paciente mantida em cárcere privado
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Daiana Chaves Cavalcanti, 36, paciente mantida em cárcere privado

Reprodução/TV Globo
Daiana Cavalcanti (à esquerda) foi levada para uma churrascaria por técnica de enfermagem durante a internação
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Daiana Cavalcanti (à esquerda) foi levada para uma churrascaria por técnica de enfermagem durante a internação

Reprodução

Entenda o caso

Daiana fez uma abdominoplastia com o médico em maio, mas devido às complicações, precisou ser internada. A paciente ficou com a barriga infeccionada após o procedimento.

Durante a internação, ela conheceu Kellen Queiroz, que era da equipe de Bolívar e se apresentou como médica. Mesmo com a barriga aberta e infeccionada, Daiana foi convencida a pagar R$ 14 mil para colocar prótese de silicone.

“Ela fez com que eu me sentisse culpada e eu estava ali, chorando, cheia de dor. Ela vinha, se mostrava preocupada, dava duas injeções de benzetacil de cada lado, mas meu seroma não parava de sair”, disse Daiana à reportagem.

A vítima acredita que a própria Kellen, mesmo não sendo médica, possa ter feito a cirurgia em seu peito, que necrosou dias depois.

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