Rio: homem agredido até a morte levou 40 socos de lutador, diz família

André Luiz França Caldas teria sido espancado em um bar da Tijuca após pedir um cigarro ao suspeito, que está preso

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atualizado 25/05/2019 11:24

Espancado por um lutador de jiu-jítsu, André Luiz França Caldas, 45 anos, teria recebido de 30 a 40 socos durante a agressão, conforme contou um primo da vítima ao Extra. O corpo de André foi enterrado no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, Zona Norte do Rio, nessa sexta-feira (24/05/2019).

O familiar detalhou que a vítima não teve tempo de se defender da sessão de socos e pontapés na cabeça e barriga. “O André ficou desacordado no primeiro soco, sem chances de reação ou defesa, mas mesmo assim ele [lutador] continuou batendo. Ainda usou uma garrafa de vidro para dar golpes no rosto. Quem faz isso é uma pessoa desequilibrada, violenta e infeliz”, disse.

Parentes descreveram André como uma pessoa tranquila, que corriqueiramente promovia almoços com a mãe. Segundo o primo informou ao Extra, o homem se tornou tio há dois meses.

A despedida da vítima contou com a presença de integrantes do centro espírita que André Luiz frequentava. Eles foram ao cemitério com camisas brancas. O homem realizava doações e ações de caridade no local. “Ele era uma pessoa muito carinhosa, por onde passava deixava um rastro de luz. Nunca se envolveu com briga nenhuma”, afirmou o primo.

Histórico
Segundo investigação da Polícia Civil, André Luiz foi espancado pelo lutador Igor Uriel Tron Pereira Lomba (foto em destaque), 28. O crime ocorreu na madrugada da última quarta-feira (22/05/2019), em um bar nas proximidades da Praça Varnhagem, na Tijuca. A briga teria sido motivada após Igor pedir um cigarro a André.

O lutador foi detido ainda na quarta-feira, acusado pela morte de André. Após a agressão, Igor publicou uma foto da vítima nas redes sociais com os dizeres: “Tenta aí que o azar é certo. Meche (sic) com quem está quieto”. André estava no chão, com lesões no abdômen e na cabeça. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu ao ataque.

O lutador foi preso por agentes da 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca) e da Delegacia de Homicídios da Capital (DH). Em depoimento à Polícia Civil, Igor afirmou que não conhecia a vítima e que teria reagido a xingamentos e agressões na saída do bar. Disse também que não sabia que André tinha morrido. A foto foi retirada das redes pelo próprio autor.

Depois de prender o suspeito, os investigadores encontraram uma plantação de maconha e uma estufa na casa do lutador. O caso está sendo apurado. Igor foi autuado por homicídio doloso (com intenção de matar).

A Delegacia de Homicídios pediu as imagens das câmeras de segurança de um bar localizado nas proximidades de onde o crime ocorreu. (Com informações do Extra e O Globo)

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