Rio: ex-presidente da Alerj é alvo de operação contra caça-níqueis
Esquema ocorria em uma rede de bares na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. MPRJ cumpriu seis mandados de busca
atualizado
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Integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco-MPRJ) cumpriram, na manhã desta sexta-feira (25/7), seis mandados de busca e apreensão em endereços de Saquarema, na Região dos Lagos, contra suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada à exploração de caça-níqueis. Um ex-deputado foi alvo da operação.
A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI-MPRJ). Batizada de Operação Sete da Sorte, a investigação teve início após uma denúncia que liga o ex-deputado Paulo Melo ao esquema, por meio do arrendamento de diversas máquinas caça-níqueis para exploração em uma rede de bares da cidade.
O objetivo dos promotores é apreender dispositivos eletrônicos e documentos relacionados à prática de jogos de azar, visando aprofundar as apurações. O Metrópoles apurou que foram encontrados US$ 1.332, € 3.700 e R$ 35,4 mil. O aparelho celular de Melo também foi apreendido.
Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Vara de Organização Criminosa da Capital. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do ex-parlamentar.
Processos
Paulo Melo é ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele foi condenado no âmbito da Operação Cadeia Velha, da Lava Jato fluminense, mas teve a sentença anulada em 2022. O ex-deputado chegou a ser preso, mas foi solto em março de 2020.
No caso relacionado à Lava Jato, Melo foi acusado de receber propina de empresas de ônibus em troca da aprovação de leis de interesse do setor. Ele chegou a ser condenado a 12 anos de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).






