A chuva que atingiu o município do Rio de Janeiro na noite passada e na madrugada desta quarta-feira (13/2) causou menos estragos do que o temporal que atingiu a cidade na semana passada. “Houve muita chuva durante a madrugada e no início do dia. O pior já passou, sem os acidentes que tivemos na noite de quarta-feira passada. Continuamos trabalhando muito no Vidigal, a nossa ideia é abrir a Avenida Niemeyer ainda esta semana. Continuamos fazendo obra também em Barra de Guaratiba”, disse o prefeito Marcelo Crivella, que agradeceu à população carioca por ter colaborado com as autoridades.

Durante as chuvas na madrugada e manhã desta quarta-feira, houve a queda de 20 árvores, sendo que 14 foram retiradas da via pública e o trânsito está liberado. A maior preocupação é com relação às comunidades da Rocinha e do Vidigal, na zona sul, mais atingidas pelo temporal da semana passada.

Há vários trechos interditados na parte alta das duas comunidades, com risco de deslizamento de terra e pedras. A Avenida Niemeyer, que liga os bairros do Leblon a São Conrado e passa junto às comunidades da Rocinha e Vidigal, está interditada desde o dia 6 devido ao deslizamento de terra e pedras sobre a via.

O Centro de Operações da prefeitura registrou no horário de pico, um engarrafamento máximo de 23 quilômetros, sendo que a média das últimas três quartas-feiras foi de 62 quilômetros na parte da manhã. Ontem, a prefeitura e o governo do estado suspenderam as aulas nesta quarta-feira nos três turnos em virtude das previsões de fortes chuvas.

Bolsões de água
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), 34 sinais de trânsito apresentaram problemas e estão sendo consertados. Ao todo, foram registrados 41 bolsões de água. A Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) está com quase 10 mil garis e agentes de limpeza atuando nos locais onde a chuva provocou bolsões d’água, acúmulo de lama e queda de árvores. Os bairros mais atingidos foram: Barra da Tijuca (4 ocorrências), Campo Grande (4), Barra de Guaratiba (3) e Rocinha (4).

A Defesa Civil municipal atendeu 43 chamados, a maioria para rachaduras e infiltrações de estruturas em residências. Do total, um foi classificado como emergencial: queda de árvore em poste de energia e em parte de um imóvel, em Campo Grande. Técnicos do órgão aguardam liberação da concessionária de energia Light e do Corpo de Bombeiros para fazerem uma vistoria.