Rio: advogada é assassinada pelo ex, que é encontrado morto após crime
Vítima de feminicídio, Bárbara Damião Costa, de 41 anos, levou tiros à queima-roupa ao dirigir e morreu na hora. Ela deixou dois filhos

A advogada Bárbara Damião Costa, de 41 anos, foi morta a tiros enquanto dirigia seu carro, em Campo dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, nessa terça-feira (21/7). Os tiros teriam vindo de um homem que pilotava uma motocicleta, na Rua Poeta Hermes Fontes, no bairro da Penha.
O principal suspeito é o ex-companheiro de Bárbara, Rogério Conceição da Costa, de 44 anos, que foi encontrado morto pelos policiais horas depois, em um apartamento no bairro do Jóquei.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) informou ao Metrópoles que a 134ª DP (Campos dos Goytacazes) investiga as mortes: “A apuração preliminar aponta para feminicídio seguido de suicídio. Agentes buscam imagens de câmeras de segurança e realizam outras diligências para apurar integralmente os fatos”, afirmou.
A advogada, que deixa dois filhos, cursava licenciatura em letras no Instituto Federal Fluminense (IFF) Centro.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Rio emitiu nota de pesar pelo falecimento: “A profissional foi vítima de um ato de violência. Mais do que uma perda irreparável para seus familiares, amigos e para todos que tiveram o privilégio de conviver com Bárbara, este episódio representa mais uma dolorosa expressão da violência que insiste em ceifar vidas de mulheres em nosso país”.
“Que a memória de Bárbara seja preservada com respeito e que sua história fortaleça o compromisso coletivo de não aceitar que mais nenhuma mulher tenha sua vida interrompida pela violência.”

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Ver todasO IFF também se manifestou pela morte de sua aluna: “[O IFF] vem a público manifestar seu mais veemente repúdio ao feminicídio que vitimou nossa aluna Bárbara Damião Costa. A violência contra a mulher, em todas as suas formas, é uma grave violação dos direitos humanos e não pode ser tolerada, normalizada ou silenciada”.
“O feminicídio representa a expressão mais extrema dessa violência e atinge não apenas a vítima, mas toda a comunidade que a cercava. […] Prestamos nossa solidariedade à família e aos amigos de Bárbara, e reforçamos que a luta contra o feminicídio é uma responsabilidade coletiva, que deve mobilizar toda a sociedade”, concluiu.



