Rio: 16 mortos em 24 dias de operação na Rocinha e outras favelas

Balanço das ações das forças de segurança foi divulgado nesta quarta-feira: 53 pessoas foram presas e 2 toneladas de drogas, apreendidas

atualizado

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Fernando Frazão/Agência Brasil
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1 de 1 rocinha - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em 24 dias de operação na Rocinha, na zona sul do Rio, e em favelas da zona norte, as forças de segurança prenderam 53 pessoas, apreenderam 11 menores, recuperaram 98 armamentos, sendo 29 fuzis, 3.879 munições e 158 carregadores de armas, e localizaram duas toneladas de drogas. Dezesseis pessoas morreram em confrontos. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (11/10) pelas polícias do Rio e as Forças Armadas, em entrevista conjunta.

Foram pedidos hoje à Justiça mais 34 prisões, além de 54 mandados expedidos anteriormente (16 dos quais, cumpridos). Os crimes atribuídos são: tentativa de homicídio qualificado, dano, roubo, associação ao tráfico e resistência qualificada. Nesta quarta-feira, policiais do Batalhão de Choque prenderam mais um traficante na Rocinha, Mateus Lima, de 19 anos.

As forças de segurança não informaram especificamente o resultado da operação do Exército, Marinha e Aeronáutica junto com a polícia na terça-feira (10) e nesta quarta. São cerca de mil agentes na favela, entre militares e policiais. Eles não devem permanecer na quinta-feira. As autoridades também não deram informações sobre as buscas a Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que lidera o tráfico na Rocinha, para que o trabalho não seja prejudicado.

“Não é fácil (prendê-lo). Ao longo de sua história, a Polícia Civil já se deparou inúmeras vezes com situações como esta, e sempre deu a resposta à sociedade”, disse o subsecretário de Comando e Controle do Estado, Rodrigo Alves. Ele contou que há muitas informações desencontradas sobre o paradeiro de Rogério 157. “Ele se tornou onipresente, está em todos os lugares. Cabe a nós filtrar (os informes).”

O comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, major Daniel Neves, disse que “toda a extensão da comunidade” é patrulhada, e que não houve “perda de território” com a guerra de facções que deu origem, no dia 18 de setembro, às ações da segurança. “Já patrulhávamos toda a extensão da comunidade; agora, com a ajuda das tropas federais, conseguimos fazer isso em diferentes áreas simultaneamente”. O custo total das operações das Forças Armadas não foi divulgado.

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