Reunião entre Bolsonaro e Abdo foca na Venezuela e crime organizado

O presidente paraguaio veio ao Brasil para discutir com Bolsonaro as relações do Mercosul e a criação da ponte de ligação entre os países

atualizado 12/03/2019 11:58

Hugo Barreto/Metrópoles

Recebido em cerimônia oficial, com direito a subir a rampa do Palácio do Planalto rodeado por soldados dos Dragões da Independência e trompetes, o presidente do Paraguai, Mario Abdo, deu início à visita ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), na manhã nesta terça-feira (12/3). Após cantar os hinos dos dois países, os presidentes seguiram para reunião ampliada dos governos, realizada a portas fechadas.

Contrários a regimes autoritários e demonstrando apoio ao presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, os chefes de ambos os países devem conversar sobre a crise humanitária do regime de Nicolás Maduro, a criação das pontes de ligação entre o Paraguai e o Brasil, relações comerciais entre os países, questões financeiras sobre sede da Itaipu Binacional, além da revogação do status de refugiado de dois paraguaios que estão no Brasil. Outro tema que deve fazer parte das conversas é o crime organizado, que se movimenta entre Brasil e Paraguai.

Na cerimônia, também estavam presentes os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; da economia, Paulo Guedes; do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno; da Justiça, Sérgio Moro; da infraestrutura, Tarcísio de Freitas; desenvolvimento regional, Gustavo Canuto; além de membros do governo, como o Diretor brasileiro de Itaipu, Joaquim Silva e Luna.

Em fevereiro, Bolsonaro também recebeu o autointitulado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, no Planalto. Devido ao status não oficial do venezuelano,  ele não teve a mesma recepção que Mario Abdo. Guaidó foi recebido pela tropa oficial do Planalto, mas teve que entrar pelas portas laterais do Planalto. Em fevereiro, Guaidó também foi recebido por Abdo, no Paraguai.

Bolsonaro se encontrará com o presidente norte-americano, Donald Trump, na próxima terça-feira (19/3), nos Estados Unidos.

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