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Brasil

Reunião de Mendonça com a PF termina após cerca de duas horas

André Mendonça, magistrado que será responsável pela relatoria, conversou com integrantes da Polícia Federal para tratar do Banco Master

13/02/2026 18:17, atualizado 13/02/2026 19:10
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Andre Mendonça foi indicado por Bolsonaro

A reunião do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça com integrantes da Polícia Federal (PF) para tratar do caso do Banco Master terminou por volta das 17h05 desta sexta-feira (13/2), após cerca de duas horas. O magistrado foi sorteado como relator do caso na noite dessa quinta (12/2) após o ministro Dias Toffoli deixar a relatoria.

Mendonça participou remotamente de São Paulo, para onde viajou. A conversa, apurou o Metrópoles, foi descrita como uma reunião geral para “alinhamento de procedimentos”, a fim de entender em que fase a investigação se encontra e qual o nível de andamento.

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Na noite dessa quinta, ministros do STF se reuniram para discutir a relatoria de Dias Toffoli no caso Master. O magistrado foi sorteado como relator do caso no ano passado — relatoria é a responsabilidade de um ministro por um processo, ele analisa o caso, prepara o voto e o apresenta para julgamento na Corte.

Os encontros entre os ministros sucederam um relatório produzido pela PF, entregue ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento apresentava um conjunto de menções feitas a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Toffoli e caso Master

As conversas no celular de Vorcaro mostravam diálogos privados com seu cunhado Fabiano Zettel, que incluíam menções a pagamentos e discussões sobre valores que seriam repassados à empresa Maridt. A empresa pertence à família de Dias Toffoli, incluindo ele próprio como sócio.

Após a revelação do conteúdo produzido pela PF, Toffoli admitiu ser sócio da empresa mas negou qualquer relação ou amizade com Daniel Vorcaro. A Maridt vendeu participações, por meio de fundos no Resort Tayayá, no Paraná, para Zettel.

A empresa também foi dona de uma porcentagem do Resort Tayayá, que foi vendido para o fundo Arleen, parte de um grupo controlado pelo Master. O empreendimento de veraneio foi vendido ainda a um fundo de investimento administrado pela Reag, financeira investigada no escândalo do Banco Master.

Após a repercussão e a suspeita de envolvimento pessoal entre Toffoli e o banqueiro dono do Master, ministros do STF se reuniram com o magistrado e, na noite de quinta, Toffoli deixou a relatoria do caso na Suprema Corte.