Reunião de Mendonça com a PF termina após cerca de duas horas

André Mendonça, magistrado que será responsável pela relatoria, conversou com integrantes da Polícia Federal para tratar do Banco Master

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Andre Mendonça foi indicado por Bolsonaro
1 de 1 Andre Mendonça foi indicado por Bolsonaro - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A reunião do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça com integrantes da Polícia Federal (PF) para tratar do caso do Banco Master terminou por volta das 17h05 desta sexta-feira (13/2), após cerca de duas horas. O magistrado foi sorteado como relator do caso na noite dessa quinta (12/2) após o ministro Dias Toffoli deixar a relatoria.

Mendonça participou remotamente de São Paulo, para onde viajou. A conversa, apurou o Metrópoles, foi descrita como uma reunião geral para “alinhamento de procedimentos”, a fim de entender em que fase a investigação se encontra e qual o nível de andamento.

Na noite dessa quinta, ministros do STF se reuniram para discutir a relatoria de Dias Toffoli no caso Master. O magistrado foi sorteado como relator do caso no ano passado — relatoria é a responsabilidade de um ministro por um processo, ele analisa o caso, prepara o voto e o apresenta para julgamento na Corte.

Os encontros entre os ministros sucederam um relatório produzido pela PF, entregue ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento apresentava um conjunto de menções feitas a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Toffoli e caso Master

As conversas no celular de Vorcaro mostravam diálogos privados com seu cunhado Fabiano Zettel, que incluíam menções a pagamentos e discussões sobre valores que seriam repassados à empresa Maridt. A empresa pertence à família de Dias Toffoli, incluindo ele próprio como sócio.

Após a revelação do conteúdo produzido pela PF, Toffoli admitiu ser sócio da empresa mas negou qualquer relação ou amizade com Daniel Vorcaro. A Maridt vendeu participações, por meio de fundos no Resort Tayayá, no Paraná, para Zettel.

A empresa também foi dona de uma porcentagem do Resort Tayayá, que foi vendido para o fundo Arleen, parte de um grupo controlado pelo Master. O empreendimento de veraneio foi vendido ainda a um fundo de investimento administrado pela Reag, financeira investigada no escândalo do Banco Master.

Após a repercussão e a suspeita de envolvimento pessoal entre Toffoli e o banqueiro dono do Master, ministros do STF se reuniram com o magistrado e, na noite de quinta, Toffoli deixou a relatoria do caso na Suprema Corte.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?