
Reta final do 1º turno: Lula faz giro nas regiões e intensifica mobilização
A uma semana da eleição, petista fará atos no Norte, Nordeste e nos três estados do Sudeste, maiores colégios eleitorais do país

Na última semana da campanha eleitoral, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acelera o ritmo e intensifica as viagens por três regiões do país, com foco especial no Sudeste. Paralelamente, o Partido dos Trabalhadores (PT) convoca a militância para as últimas mobilizações nacionais antes do 1º turno, marcado para 4 de outubro.
Neste domingo (27/9), faltando exatamente uma semana para a votação, o PT promove uma mobilização nacional em apoio a Lula, com o mote “Bora, Lula”.
Segundo a sigla, serão mais de 500 atividades em todo o país, com atos programados nas 27 capitais e em centenas de municípios.
Assim como na mobilização realizada em 13 de setembro, que registrou mais de 1,1 mil atividades em pelo menos 130 municípios, estão previstas caminhadas, carreatas, bandeiraços, panfletagens, adesivaços, pedaladas, atos públicos e atividades culturais. A iniciativa também prevê mobilização nas redes sociais.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA orientação do PT Nacional é que os diretórios estaduais e municipais organizem as atividades em seus territórios, em diálogo com coordenações locais, candidaturas, comitês, movimentos sociais e partidos aliados.

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Nesta segunda-feira (28/9), Lula embarca para uma série de comícios no Norte, Nordeste e Sudeste. O primeiro será realizado em Belém (PA), no fim da tarde. A previsão inicial era de que o presidente também passasse por Manaus (AM) no mesmo dia, mas o compromisso foi cancelado por questões logísticas.
Na sequência, Lula volta ao Nordeste. Na terça-feira (29/9), participa de atos de campanha em Fortaleza (CE) e Salvador (BA) para reforçar as candidaturas à reeleição dos governadores Elmano de Freitas (PT) e Jerônimo Rodrigues (PT).
Não há previsão de compromissos na quarta-feira (30/9) e na quinta-feira (1º/10). Lula ainda avalia se participará do debate presidencial da TV Globo, marcado para quinta-feira, e a agenda permanece em aberto. A ideia é reservar o dia anterior ao debate para preparação.
Ao longo da campanha, o petista evitou participar de debates. Segundo integrantes da campanha, a estratégia buscava evitar possíveis desgastes, uma vez que Lula seria o único candidato de esquerda a participar desses confrontos.
Desta vez, porém, aliados têm pressionado o presidente a comparecer. A decisão final cabe a Lula e ainda não foi comunicada aos integrantes da campanha.
Nas últimas 48 horas antes da eleição, período em que a propaganda eleitoral no rádio e na televisão já estará encerrada, Lula intensificará os atos na região Sudeste. O horário eleitoral gratuito termina em 1º de outubro.
Os três estados da região estão entre os maiores colégios eleitorais do país. São Paulo reúne 34,1 milhões de eleitores, o equivalente a 21,48% do eleitorado nacional; Minas Gerais tem 16,4 milhões (10,32%); e o Rio de Janeiro, 12,9 milhões (8,10%), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na sexta-feira (2/10), Lula fará caminhadas em Belo Horizonte (MG) e no Rio de Janeiro (RJ). No sábado (3/10), participará do ato final em São Paulo (SP). Nos três eventos, estarão vedados comícios e o uso de aparelhagem de sonorização fixa.
Até as 22h da véspera do 1º turno, será permitida a distribuição de material gráfico, além de caminhada, carreata ou passeata, com ou sem outros meios de locomoção, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, Lula indicou a auxiliares que pretende acompanhar a apuração do 1º turno na capital paulista, onde tem residência fixa. O presidente vota em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
Datafolha mostra estabilidade
- Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24/9) mostra o presidente Lula (PT) com 40% das intenções de voto no 1° turno. Em segundo lugar aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 36%.
- Com isso, o petista tem uma vantagem de quatro pontos percentuais sobre o senador no limite da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou menos.
- Na rodada anterior, o titular do Planalto pontuava 39% das intenções de voto ante a 36% do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
- No 2º turno, Lula pontua 47% das intenções de voto contra 45% de Flávio. A diferença entre eles é de dois pontos percentuais — dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou menos. 7% dos entrevistados afirmam que votarão em branco ou nulo, enquanto 1% diz estar indeciso.
- O levantamento anterior mostrava o petista com 46% das intenções de voto ante a 44% de seu principal adversário.
Vitória no 1º turno?
A última semana da campanha presidencial será marcada pela busca dos candidatos pelos votos ainda em disputa. A pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (24/9) mostra Lula com 40% das intenções de voto no 1º turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento também aponta que os dois principais candidatos têm 45% de rejeição.
Para a cientista política e especialista da BMJ Consultoria, Letícia Mendes, é preciso considerar alguns fatores. Um deles é justamente o alto índice de rejeição das duas principais candidaturas.
Outro ponto, segundo ela, é que os dois candidatos estão estagnados nas intenções de voto e não se aproximaram da maioria absoluta dos votos válidos nos cenários de 1º turno.
“Além disso, também tem a pulverização dos votos as outras candidaturas. Isso dificulta um pouco mais essa vitória no 1º turno”, analisa Letícia Mendes.
Desde a redemocratização, com a retomada das eleições diretas para presidente da República, em 1989, apenas duas disputas terminaram no 1º turno: em 1994 e 1998. Nas duas ocasiões, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso obteve mais da metade dos votos válidos na primeira votação.
Para ser eleito presidente no 1º turno, o candidato precisa alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%. Em todas as eleições presidenciais seguintes, de 2002 a 2022, foi necessário realizar um 2º turno.
As eleições deste ano marcam a última vez em que Lula disputará o comando da Presidência da República. Se for eleito, o petista poderá ocupar o cargo pela quarta vez, um feito inédito na história do país.


















