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Renan Santos critica interferência estrangeira em obras no Brasil

Durante participação em evento em Brasília, Renan Santos destacou a soberania nacional no tocante da realização de obras pelo país

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Renan Santos critica interferência estrangeira em obras no Brasil

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) participou, nesta terça-feira (18/8), do 11º Fórum CNT de Debates – Edição Presidenciáveis, na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília. Durante o evento, o presidenciável criticou ONGs estrangeiras, que segundo Renan, trabalham para “judicializar” e travar obras em todo o país.

“Qualquer um que entra no Portal de Transparência percebe que algumas dessas organizações têm vínculos de financiamento com outras organizações pertencentes a nações que concorrem conosco”, afirmou Renan.

De acordo com Renan, todas as obras e ações de interesse do Brasil precisam passar pela tutela de ONGs europeias.

“E aí tudo que interessa ao Brasil passa a ser tutelado por ONGs da Noruega, da França, da Alemanha, especialmente da Alemanha, que têm uma opinião a dar sobre a relação entre tribos indígenas e ferrovias no nosso território. Isso é interferência política. Isso é sabotagem. Eu tive a oportunidade de tratar disso diante de embaixadores europeus. O clima esquentou”, disse Renan.

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Para Renan, o Brasil precisa criar leis que impeçam que “organismos internacionais privados” possam sabotar atividades econômicas no país.

A fala de Renan ocorreu após o presidenciável lembrar da questão do Ferrogrão no Supremo Tribunal Federal (STF). Em maio de 2026, a Suprema Corte validou a lei que reduz os limites do Parque Nacional do Jamanxim (PA), destravando o impasse em torno da Ferrogrão (EF-170), projeto ferroviário de 933 quilômetros planejado para interligar Sinop (MT) a Miritituba (PA).

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Defendida intensamente pelo setor do agronegócio pelo potencial de baratear o escoamento de grãos pelo chamado Arco Norte e aliviar o tráfego saturado da BR-163, a ferrovia divide opiniões e enfrenta forte oposição de organizações indígenas e socioambientais, que alertam para o risco de desmatamento.

“O licenciamento ambiental, pauta que passou no Congresso e que finalmente foi aprovado, será uma revolução nos investimentos. Há espaço para uma revolução. Mas essa revolução precisa, através de um novo presidente da República, ser garantida. Porque, dado que vemos um país em que até o passado é incerto — e essa é a verdade sobre o Brasil —, você precisa garantir que aquilo que foi aprovado não será derrubado”, concluiu.