Relatório aponta motivo da queda de avião que matou pesquisadora em MS
Piloto Henrique Martin e pesquisadora alemã morreram em queda de avião em Campo Grande (MS). Neblina pode ter contribuído para o acidente

As investigações preliminares do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontam que o piloto Henrique Martin perdeu o controle da aeronave antes da queda do avião, na última sexta-feira (3/7). Além dele, a pesquisadora alemã Lydia Möcklinghoff também morreu no acidente, ocorrido em Campo Grande (MS).
Segundo o relatório, a aeronave decolou do Aeródromo Estância Santa Maria (SSKG) com destino ao Aeródromo Fazenda Barranco Alto (SSOQ), em Aquidauana (MS), em um voo de aproximadamente 200 quilômetros.
O órgão afirma que o objetivo da viagem era transporte de pessoal, com um tripulante e um passageiro a bordo.
Conforme apurado pelo Metrópoles, Lydia participava de um projeto científico voltado ao estudo da biodiversidade do Pantanal sul-mato-grossense e desenvolvia o projeto Monitoramento Audiovisual da Diversidade do Pantanal.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAinda durante a subida inicial, a aeronave perdeu o controle em voo e caiu. De acordo com o relatório preliminar, o avião, do ano de 1983, ficou completamente destruído após a queda.
A aeronave, usada em operações de táxi aéreo, estava em situação regular, de acordo com acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As circunstâncias da queda seguem em investigação pelos órgãos responsáveis pela aviação, sem previsão de conclusão.
A principal hipótese da Polícia Civil é a de que uma forte neblina registrada na região na data tenha provocado desorientação espacial no piloto e contribuído para a queda.

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Ver todasReferência no estudo do tamanduá-bandeira
Pesquisadora e jornalista, a alemã Lydia Theresia Möcklinghoff era reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre o tamanduá-bandeira no Pantanal de Mato Grosso do Sul.
Zoóloga, ecóloga tropical, escritora e divulgadora científica, Lydia realizava pesquisas de campo na região desde o fim dos anos 2000 e foi uma das pioneiras no acompanhamento da espécie em estudos de longa duração na natureza.
A pesquisadora recebeu autorização, em 2021, para fazer a coleta de material biológico na região para o projeto Monitoramento Audiovisual da Diversidade do Pantanal. O trabalho é coordenado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em cooperação com a Universidade de Bonn, na Alemanha.
Além de Lydia, o grupo era formado por mais dois pesquisadores alemães e cinco búlgaros, que atuavam no monitoramento da fauna e da biodiversidade do bioma. O restante da equipe não estava no avião.








